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Colóquio debate a preservação do patrimônio histórico e cultural da Cidade Velha

A programação será das 9h às 12h, no Auditório Nathanel Farias Leitão, no prédio do Ministério Público do Pará, no bairro da Campina

Gabriel Pires

Conhecido por ser um dos bairros mais antigos de Belém, a Cidade Velha possui grande valor para a memória da capital. Para debater os desafios e as soluções para preservação do patrimônio histórico e cultural do local, será realizado nesta terça-feira (14) o "Colóquio Cidadão”, promovido pela Associação Cidade Velha-Cidade Viva (CiVViva). Será das 9h às 12h, no Auditório Nathanel Farias Leitão, no prédio do Ministério Público do Pará, no bairro da Campina, em Belém. O evento é gratuito e aberto ao público.

Em parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA), a programação contará com a participação de proprietários de imóveis históricos, moradores da Cidade Velha e de especialistas em poluição sonora, arquitetura e mobilidade urbana, que irão expor medidas para proteger e defender a memória histórica. Para os estudantes participantes, será concedido certificado de participação.

Confira a programação

9h - Abertura e composição da mesa principal
9h15 - Apresentações:
- Cidade Velha, o ver e o viver, com o professor Michel Camarão Ruffeil
- Poluição sonora na Cidade Velha, com o arquiteto Antonio Carlos Lobo Soares
- Educação patrimonial, ambiental e de trânsito na Cidade Velha, com o arquiteto e urbanista Pedro Paulo dos Santos
- Acessibilidade e mobilidade na Cidade Velha, com o Professor José Francisco Ramos
-  Cidade Velha: dever de cuidar e direito de usufruir, com o advogado e professor Márcio Pinto Martins Tuma
- Legislação boicotada, com a economista Dulce Rosa Bacelar Rocque
10h45 - Intervalo 15 minutos
11h - Palavra aos presentes
12h - Encerramento, com o doutor Nilton Gurjão das Chagas

A idealizadora da Associação Cidade Velha-Cidade Viva, Dulce Rocque, destaca que a realização do colóquio é importante para alertar sobre o estado em que se encontra o patrimônio histórico e a falta de vigilância no bairro da Cidade Velha.

“As quatro praças reestruturadas em 2020, foram depredadas rapidamente. A do Relógio ninguém nem chegou a ver os balizadores. Na do Carmo sobraram uns quatro, dos cem que colocaram. Ainda levaram as lâmpadas dos postes e a fiação elétrica enterrada. A das Mercês também está perdendo seus balizadores.  A iluminação da praça Dom Pedro I e da Felipe Patroni também estão sumindo”, explicou Dulce Rocque.

“É impossível usar suas calçadas. E não só pela presença de postes numa largura de meio metro, mas também pelos vãos que fizeram para que os carros entrassem nos porões que viraram garagens”, completou.

Para ela, a presença da sociedade no colóquio é uma forma de fazer com que a lei seja cumprida. Dulce destacou que, no artigo 216 da Constituição Federal, é estabelecido que o Poder Público, com a colaboração da comunidade, promova e proteja o patrimônio cultural brasileiro.

A idealizadora do evento ainda explica que a Cidade Velha possui grande valor para a história da capital paraense, pois o bairro preserva o que era Belém em 1700. “Se continuarmos com a poluição sonora, esses prédios virão ao chão em breve”, afirmou.

Serviço

Colóquio Cidadão
Data: 14/06 (sexta-feira)
Horário: das 9h às 12h
Local: Auditório Nathanel Farias Leitão, no prédio do Ministério Público do Pará, localizado na  Rua João Diogo, número 100, bairro da Campina, em Belém

(Gabriel Pires, estagiário sob a supervisão do coordenador do Núcleo de Atualidades, João Thiago Dias)

Belém
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