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Dr. Bactéria diz, em Belém, ser contra fechar a fronteira do país para quem vem da África

“Vírus não tem passaporte. Mas, para entrar no Brasil, tem que estar vacinado", afirmou

Dilson Pimentel /O Liberal

O biomédico Roberto Martins Figueiredo, o Dr. Bactéria, disse ser contra fechar a fronteira para quem vem da África, por causa da nova variante (Ômicron) do coronavírus. “Isso é um absurdo. Vírus não tem passaporte. Ou ele vem de um jeito ou vem de outro”, afirmou. A nova variante foi descoberta na África do Sul, Nesta quarta-feira (8), ele participou de uma programação, em Belém, na Faculdade Inspirar, e falou sobre medidas de prevenção à covid-19. O Dr. Bactéria afirmou ser a favor que se faça, no País, o que se exige dos brasileiros no exterior. “Só entra aqui com a vacinação. Tem que ter carteira de vacinação, além de medidas coletivas e testagem. Uma pessoa com (a variante) Delta passa para dez. Se você conseguir pegar uma pessoa por teste, e conseguir isolar essa pessoa, vão ser menos dez pessoas contaminadas”, afirmou, dizendo que, assim, se corta o circuito de transmissão da doença.

Do ponto de vista governamental, ele também defendeu a realização de pesquisas, no mundo, de novos genomas. “No Brasil, se pesquisa 0,5% só. ‘O vírus vem da África’. Quem falou que ele foi feito na África? Foi descoberto lá (África do Sul) pelas pesquisas”, afirmou, acrescentando que, no mundo todo, essa pesquisa está muito aquém: “O melhor jeito de você não encontrar é não procurar. Aqui, no Brasil, só se pesquisa 0,5% dos vírus que tem. Quantas variantes devem existir?”. Ainda durante a entrevista à Redação Integrada, ele disse que “biossegurança  é tudo o que você faz para não ficar doente”, citando a vacinação e a utilização de máscaras. O foco atualmente, no mundo, é a pandemia de covid. E as medidas individuais são a vacinação, a utilização de máscara, a lavagem das mãos e o distanciamento.

Um dos vírus da gripe não existe mais, diz Dr. Bactéria

O Dr. Bactéria disse que as medidas adotadas agora durante a pandemia já deveriam estar sendo feitas há séculos, como, por exemplo, lavar as mãos. “A coisa boa é que todos esses processos de higiene que estão tendo diminuem à beça doenças ocasionadas por falta de higiene, entre as quais diarreia infantil”. A adoção dessas medidas também fez com que dos vírus da gripe não exista mais. Ele explicou que o vírus da gripe tem dois Influenza A e dois Influenza B. Por causa da vacina e de outras medidas sanitárias, um dos tipos de influenza B já não existe mais.

O biomédico falou, ainda, sobre mudanças de hábito. Condutas que continuam sendo feitas, mesmo a pessoa sabendo que estão erradas. E citou o hábito de usar pregador de roupa para fechar o pacote de biscoito. Esse pregador já caiu no chão e pode contaminar o alimento. Também não se pode colocar super bonder na geladeira, pois produtos químicos não devem ser armazenados com alimentos. Também não se deve lavar o frango, que é uma das principais razões de salmonelose (infecção causada por bactérias do tipo Salmonella). As bactérias gostam de água e, quando você lava, aumenta a possibilidade de contaminação.

É errado, também, levar celular para o banheiro e ainda dá descarga com o tampo aberto. Outra prática comum é assoprar bolo de aniversário, é errada. “Tá errado. Ao fazer isso, a pessoa cospe em cima do bolo. Mas todo mundo faz. Precisa ter atitudes para a mudança”, afirmou. Na Faculdade Inspirar, o Dr. Bactéria participou do I Circuito de Palestras Inspirar Day. O evento, solidário, foi organizado pela doutora Cibelly Aguir e pelo doutor Silvério Aguiar, do Centro de Medicina Tradicional Chinesa.

Belém
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