Confira o que animais de estimação podem ou não comer

As veterinárias, Carolina Martins e Kelly Souza, de Belém, listam alimentos adequados para cães, gatos e algumas aves

Gabriel Pires
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Quem resiste à carinha fofa de cães e gatos pedindo por um pouquinho de comida na hora em que os tutores estão se alimentando? A vontade de compartilhar os alimentos, como frutas, por exemplo, até pode ser grande, mas, apesar de saboroso ao paladar humano, é necessário ficar atento ao que pode ser benéfico ou não. A veterinária e especialista em nutrição animal, Carolina Martins, de Belém, explica quais frutas e alimentos estão liberados e quais devem passar longe do paladar dos pets.

Para garantir o bem-estar do animal, é necessário que a alimentação seja feita de forma cuidadosa. Rico em diversos nutrientes e vitaminas, frutas como, maçã, banana, pêra, melão, melancia, mamão, morango, manga e goiaba podem compor o plano nutricional dos animais. Outra opção, como iogurte, também está na lista do que é permitido, desde que seja de origem natural — sem açúcar ou corante.

O que os animais podem consumir e como?

Já a quantidade e a frequência que esses alimentos extras podem ser consumidos é relativo, como ressalta a veterinária. Esse consumo ´varia de animal para animal. E, também, de fatores como: saúde, da dieta praticada e da energia que ele consome durante. Todas essas inserções nutricionais devem ser adaptadas — a partir de um plano alimentar — e acompanhadas por um veterinário.

“Quando o animal come a ração, cabe a regra dos dez por cento, que é uma regra meio geral. Se você incluir dez por cento de qualquer coisa, teoricamente, não vai desbalancear a dieta. Então, se ele come cem gramas de ração, ele poderia comer dez gramas de qualquer coisa”, explicou Carolina.

O que não é permitido?

Mas não é todo e qualquer alimento ou fruta que os bichinhos podem consumir. Alguns podem ser tóxicos ou, ainda, conter nutrientes que se tornam prejudiciais, segundo a veterinária: “Alho e cebola são tóxicos. A cebolinha que é da família também. O açaí, por exemplo, é um problema porque ele tem uma substância chamada teobromina e a teobromina é uma substância presente no chocolate que é tóxica sabidamente. Uva é tóxica, carambola. Os alimentos com alto teor de gordura, como o abacate e coco”, alertou sobre o que deve ser evitado.

“A gente precisa de um alimento completo e balanceado. E o balanceamento, pode ser o melhor alimento do mundo, mas se não estiver, vai desde balancear uma dieta balanceada. Então, tudo que é bom eu preciso de um planejamento”, complementou.

A galinha Caetana Velosa chama atenção por ser apaixonada por açaí

Uma história não tão convencional, mas que ganha destaque por se tratar de uma paraense raiz e que não abre mão de um bom açaí é a da galinha Caetana Velosa, de 11 anos, animal de estimação da professora Giovanna Farias de Sousa. A Caetana viralizou nas redes sociais de O Liberal na última segunda-feira (24) pela paixão por açaí com tapioca.

Galinha Caetana Velosa

Giovanna explica que tem ciência de que o fruto pode ser prejudicial para a saúde animal, mas que toma os devidos cuidados recomendados pelos especialistas. O amor pelo tradicional fruto acompanha a galinha desde quando era pequena, conta a tutora. 

“Me informei com veterinários que acompanhavam meus cachorros e gatos e eles disseram que não se pode oferecer a livre demanda, justamente por conta do risco de intoxicação. Entretanto, a Caetana ficava hipnotizada quando nos via tomar açaí, sendo orientada a, quando fornecer o açaí que seja sem condimento: açúcar, farinha de tapioca, farinha d’água, charque, mortadela) e, se possível diluído. Então quando nós ofertamos a ela, sempre é uma medida diluída e pequena”, disse Giovanna.

“A alimentação dela tem como base grãos e cereais (milho e arroz, trigo), batatas, cenoura, couve, acelga e um preparado que vende nos pet shops para complementar a alimentação da velhinha, ela já tem 11 anos”, relatou a tutora sobre os cuidados com Caetana no dia a dia.

Cuidados específicos para as aves devem ser observados

Dentre os pontos a serem observados na alimentação de aves, como galinhas, a bióloga e médica veterinária Kelly Souza aponta que esses animais são considerados onívoros — se alimentando de fontes vegetais e animais. Por isso, é importante que a alimentação seja bem variada e “incluir fonte de proteína, de gorduras, de minerais, de vitaminas”. 

“Aquela ideia de que galinha só come milho já está bem ultrapassada. Esses animais precisam comer uma variedade de grãos. Para a criação doméstica que ela faça o uso de rações específicas que já existem no mercado e que já são desenvolvidas para cada grupo de ave. Isso vai ser muito mais prático do que a pessoa ficar tentando reproduzir aquilo que o animal comeria na natureza”, afirmou Kelly.

“Outra coisa muito importante que a gente tem que avaliar com relação à alimentação é a gente pensar que a quantidade é muito importante para esses animais. Eles têm um metabolismo muito grande. Então, eles gastam muita energia. A gente precisa deixar sempre uma quantidade disponível para que esse animal possa ficar se nutrindo sempre que tiver necessidade. Visto que uma baixa de alimentação, uma perda de peso favorece o surgimento de várias doenças”, finalizou.

(Gabriel Pires, estagiário, sob a supervisão do coordenador do Núcleo de Atualidades, João Thiago Dias)

Belém
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