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Clínica de Atenção à Violência vai retomar atividades presenciais, em Belém, nesta sexta-feira (15)

Além do atendimento jurídico e psicossocial, o projeto também realiza ações e palestras de educação sobre os direitos humanos

Dilson Pimentel

A Clínica de Atenção à Violência, um projeto vinculado à Faculdade de Direito e ao Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Amazônia (NEIVA), vai retomar, nesta sexta-feira (15), o atendimento presencial após um ano e sete meses de suspensão, em virtude da pandemia da covid-19. Com o foco em atender as pessoas envolvidas em situação de violência, em especial os grupos vulneráveis, como crianças, mulheres, idosos e LGBTQIs, hoje o projeto conta com aproximadamente 15 profissionais de áreas diversas para o atendimento de demandas jurídicas e psicossociais dessa população.

A Clínica de Atenção à Violência (CAV) atende ao público em geral, desde que esteja em situação de vulnerabilidade econômica e que seja vítima de qualquer tipo de violência, como a violência contra mulher, idosos, crianças, racista, LGBTQIA+, policiais e outras mais. O atendimento agora ocorrerá todas as sextas-feiras, das 9 às 12 horas, nos altos do bloco L, do Campus Profissional da UFPA, no bairro Guamá, em Belém. A CAV surge na Universidade Federal do Pará para atender pessoas em situação de violência. “E evolui a partir de um projeto que já tem quase 15 anos de atendimento a vítimas de violência na UFPA. Nos últimos cinco anos, a gente atua enquanto clínica. E já atendeu, ao longo dos últimos cinco anos, mais de 300 pessoas”, disse, nesta terça-feira (12), a professora do ICJ e coordenadora do projeto, Luanna Thomaz.

Profissionais da CAV também atendem violência contra criança

No atendimento, há a equipe jurídica, mas também a psicossocial.  “A gente tenta desenvolver não só atendimento individualizado, mas também pensar ações, políticas públicas, propostas mais coletivas de enfrentamento à violência”, afirmou. Os profissionais atendem casos de violência de uma forma geral. O público é majoritariamente de mulheres. “Mas a gente atende principalmente casos de violência doméstica familiar, violência contra criança, violência sexual, violência LGBTfóbica, racismo. São os casos que geralmente nos demandam mais", completou.

Durante a pandemia, a CAV manteve os atendimentos de forma virtual, para preservar a saúde das pessoas envolvidas, sem deixar de dar continuidade ao acolhimento à população. Apesar deste esforço, a coordenadora da CAV ressaltou que se percebeu a necessidade urgente do retorno ao presencial, em razão da dificuldade para o alcance de uma parte do público que necessitava do serviço. “Muitas pessoas não têm acesso à internet, por exemplo. E, por isso, decidimos retornar com os atendimentos presenciais. A gente vai voltar ao atendimento presencial toda sexta-feira a essas pessoas em situação de violência, mas também vamos nos reunir para darmos encaminhamento às ações que temos pensado e desenvolvido”, afirmou Luanna Thomaz.

A clínica, portanto, é um projeto que envolve atendimento a pessoas em situação de violência e também em ações de litigância estratégica, visando enfrentar o problema de uma forma mais coletiva, como a proposição de políticas públicas. Na clínica, há uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de Psicologia, Direito e Serviço Social. Além do atendimento jurídico e psicossocial, o projeto também realiza ações e palestras de educação sobre os Direitos Humanos  e proposições de políticas públicas. Para mais detalhes, https://www.instagram.com/cavufpa/ (Com informações, também, Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA).

Belém
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