Chuva desta segunda-feira deixa ruas alagadas e provoca transtornos

Alagamentos e trânsito congestionado na principais vias foram os principais problemas registrados

João Thiago Dias

Carros quase submersos, ruas que mais pareciam rios e lentidão no escoamento do trânsito nos principais corredores da capital. Essas foram algumas das consequências da intensa chuva que caiu em Belém desde o início até o fim da tarde desta segunda-feira (17). Vários bairros foram afetados por conta de alagamentos e transbordamento de canais.

Passava das 18h e os transtornos ainda eram perceptíveis. Condutores precisaram de paciência e cuidado extra para buscar rotas alternativas ou aguardar nos longos engarrafamentos que se formaram em determinados perímetros. Outros precisaram mesmo contar com a sorte para não ter prejuízos com os alagamentos. Em determinados locais os carros chegaram a ser quase cobertos pela água, como mostram registros feitos por moradores nas redes sociais.

Na travessa 9 de Janeiro, entre a avenida Pedro Miranda e a avenida Marquês de Herval, ao lado do campus da Unama no bairro do Umarizal, universitários tiveram prejuízos com veículos deixados no estacionamento da instituição, que fica ao lado de um  canal. 

A comerciante Áurea Cruz e o marido precisaram sair de Ananindeua para auxiliar o filho. "Ele estuda na Unama de manhã e sempre deixa o carro estacionado na Travessa 9 de Janeiro. Ele ligou para a gente pedindo ajuda, porque, quando saiu da aula, viu que a água que transbordou do canal estava batendo no retrovisor do carro dele", contou.

"Moramos na Cidade Nova, em Ananindeua e, também por conta da chuva, enfrentamos um trânsito bastante engarrafado para chegar até aqui. Chamamos o guincho. Agora é contabilizar o prejuízo, porque a água atingiu o motor", relatou a comerciante. 

Na travessa Três de Maio com a rua Antônio Barreto, no bairro de Fátima, o canal também transbordou e provocou transtorno para condutores e pedestres. A dona de casa Maria Alves, que mora no bairro, relatou a preocupação com a sujeira que costuma se espalhar quando a água dos canal sobe com as chuvas intensas. 

"A gente é obrigado a entrar em contato com essa água suja se quiser voltar para casa. Tenho medo de pegar alguma doença, mas preciso voltar para casa, não tem jeito. Sem falar no trânsito congestionado. Meu filho saiu de carro e disse que ficou um tempão parado só num trecho", contou.

No Marco, próximo do canal da passagem José Leal Martins, a água também tomou conta de algumas vias de ponta a ponta, como no caso das travessa Estrella e Mauriti. Para atravessar de bicicleta, moto ou carro foi necessário cuidado redobrado por conta dos buracos escondidos pela água.

Lixo e enchente tomaram conta da rua Fernando Guilhon (Ary Souza / O Liberal)

Na rua Fernando Guilhon, entre a travessa Quintino Bocaiúva, passando pela Avenida Generalíssimo Deodoro, até a Travessa 14 de Março, na Cremação, sacos de lixo podiam ser vistos boiando ao longo de toda a pista alagada. Muitos moradores ficaram ilhados e revoltados. Segundo alguns deles, essa cena se repete há anos sempre que chega o

Na avenida João Paulo II, próximo da passagem Euvira, no bairro do Curió-Utinga, o ponto de alagamento é crônico. Os moradores da área relatam que nem se assustam mais com a água batendo na porta de casa. E dizem que sempre tem motorista perdendo placa do veículo ao passar no trecho alagado. 

"Os moleques ficam até esperando para catar a placa e devolver ao dono do carro. O trânsito para e fica assim por horas. Já acostumamos. Eu sei que é triste dizer isso, mas é nossa realidade", disse a dona de casa Ana Mendes.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Belém para apurar quais providências são tomadas para amenizar ou contornar os transbordamentos nos canais da cidade neste período de chuvas intensas.

Em nota, a prefeitura divulgou um panorama das chuvas obtido com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que registrou mais de 50 milímetros de chuva forte até as 15h da tarde desta segunda-feira, na capital paraense.

Segundo o Inmet, o volume normal para este período de fevereiro é de 399.5 mm, mas este volume poderá ser ultrapassado até o final deste mês por conta das fortes chuvas previstas para este mês.

"A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), reforça que intensificou os serviços de limpeza nos canais e bueiros da cidade para facilitar o escoamento das águas das chuvas, minimizar problemas de alagamentos e reduzir os impactos causados pelo período chuvoso", garantiu a nota.

Belém
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