Centro de Valorização da Vida completa 40 anos em Belém

A finalidade principal do Centro, que atua em parceria com o Ministério da Saúde, é prevenir o suicídio

Cleide Magalhães

A taxa de suicídios a cada 100 mil habitantes aumentou 7% no Brasil, na contramão do índice mundial, que caiu 9,8%, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados comparam as mortes autoprovocadas registradas pela Organização em 2010 e em 2016 em diversos países do mundo. Mesmo que os dados mundiais estejam em queda, eles ainda são alarmantes: cerca de 800 mil pessoas acabam com as próprias vidas todos os anos no mundo - o que equivale a uma morte a cada 40 segundos.

No Pará, por diversos motivos, entre eles o suicídio, cerca de cinco mil pessoas por mês ligam em busca de ajuda por meio de ligações para o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188. “O Brasil tem um compromisso com a OMS para diminuir essas taxas e o CVV faz parte essa estratégia. O 188 é um convênio com o Ministério da Saúde, que dentre outras estratégias com profissionais, oferece apoio emocional gratuita via telefone. Os intuitos das ligações que recebemos são por situações variadas. As pessoas querem compartilhar algum momento de dor e de tristeza que estão passando. Ou mesmo de alegria. Quando está se sentindo sozinha nos liga para conversar com um voluntário”, afirma Luiza Montenegro, voluntária e porta-voz do CVV em Belém.

O CVV, em Belém, completa 40 anos de existência nesta terça-feira (10). O Centro é uma instituição civil sem fins lucrativos que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, gratuitamente, em todo o território nacional, há 57 anos, por meio do telefone 188, que funciona 24 horas. São mais de 100 postos no Brasil, dos quais, no Pará, um está localizado em Belém e outro em Santarém.

Ainda segundo ela, no CVV a métrica é estar disponível para qualquer pessoa que queira conversar. As conversas são por tempo ilimitado e dentro de qualquer temática o objetivo principal é a prevenção do suicídio.

“A nossa filosofia é de acolhimento, evitamos fazer julgamento, sem críticas, mesmo nas temáticas mais simples, que, num primeiro momento, pode não parecer muito grave. Comparamos muito o suicídio como uma panela de pressão, pois, às vezes, a pessoa tem um problema simples, que se junta com outros, não coloca aquilo para fora e a pressão vai aumentando. Então, nossa finalidade é que a pessoa, em qualquer fase do sentimento dela, coloque o que sente para fora com o voluntário. Além de não julgar, não sabemos quem ela é. O anonimato e o sigilo são muito importantes nos diálogos”, destaca a voluntária.

Em Belém, o CVV funciona com cerca de 30 voluntários. As inscrições para voluntários estão abertas. Basta a pessoa ter acima de 18 anos e estar disponível para participar de curso do curso para voluntários em 2020. Inscrições pelo site.

Serviços abertos à comunidade

O CVV, em Belém, oferece também serviços à comunidade. Um deles é por meio do Grupo de Apoio aos Sobrevivente de Suicídio, destinado a pessoas próximas de alguém que cometeu o suicídio e àquelas que tentaram o suicídio. O grupo atua como forma de acolhimento e faz trocas de experiências de pertencimento. O encontro acontece uma vez por mês. Em dezembro será dia 19. O grupo é aberto e basta comparecer na hora marcada.

Além disso, existe o Caminho da Renovação Continua, que é um grupo de autoconhecimento. Ele reúne pessoas para refletirem sobre uma temática mensal da existência do ser humano, para falar como se sentem em relação ao assunto. Acontece duas vezes ao mês. Mas agora em dezembro será uma vez, nesta terça (10), quando a entidade completa 40 anos.  

Ambas as atividades ocorrem das 15h30 às 17h30, na travessa Castelo Branco, entre as avenidas Governador José Malcher e   Magalhães Barata. Mais informações e inscrições para voluntários: (91) 98525-4082 (WhatsApp)/ belem@cvv.org.br.

Belém
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