Casas antigas no bairro da Campina correm risco de desabamento e afetam moradores e transeuntes
A denúncia sobre o estado das casas e o risco de desabamento não é nova
O Bairro da Campina, um dos mais tradicionais de Belém, enfrenta um problema crescente, diversas casas antigas estão em risco de desabamento. De acordo com Francisco Júnior, membro do grupo de moradores do bairro, a situação se agrava, especialmente durante o período de chuvas, quando o risco de desabamento aumenta consideravelmente.
“Essas residências estão em um estado crítico, sem manutenção há anos, e isso coloca em risco não só a estrutura do bairro, mas também a vida de quem transita por aqui”, afirma Francisco. Ele destaca que muitas dessas casas, além de estarem em ruínas, abrigam usuários de drogas e moradores de rua, gerando problemas sociais adicionais.
O risco não se limita à questão estrutural. Vários vídeos compartilhados em grupos de whatsApp de moradores mostram imagens de pessoas, aparentemente moradores de rua e usuários de substâncias, transitando pelo telhado das casas como se fossem gatos. Essa situação tem gerado grande preocupação, pois, ao subir nos telhados, esses indivíduos acabam invadindo as casas, furtando objetos e causando uma sensação de insegurança entre os vizinhos.
O morador relata que, além do risco de desabamento, as casas estão sendo alugadas por preços baixos e, muitas vezes, sublocadas de forma irregular, o que atrai um público vulnerável, como migrantes e moradores em situação de rua. “Essas casas são alugadas pelo estado precário em que se encontram e são sublocadas de forma clandestina, colocando não só quem mora nelas, mas todos que estão nas redondezas, em risco”, explica Francisco.
Além disso, muitas dessas casas são tombadas por lei, o que torna o processo de revitalização mais complexo. Embora o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) seja responsável pela proteção dessas construções, as autoridades ainda não tomaram uma medida eficaz para solucionar a situação. A precariedade das casas não só afeta os moradores, mas também ameaça a segurança de quem passa pela calçada e até dos motoristas que estacionam seus veículos perto dos prédios.
A denúncia sobre o estado das casas e o risco de desabamento não é nova. De acordo com Francisco Júnior, o grupo de moradores tem buscado apoio junto à prefeitura e outras autoridades, incluindo o IPHAN, mas até o momento não houve uma ação concreta para resolver o problema. "Temos denunciado essa situação durante todo o ano, mas parece que ninguém toma uma atitude efetiva", lamenta.
Algumas dessas casas estão sendo ocupadas por indígenas venezuelanos, em condições indignas. “É triste ver que, mesmo pessoas que vêm de outros países, se submetem a morar em situações tão degradantes", afirma. As casas são alugadas pelo preço baixo devido ao seu estado de abandono e são sublocadas em condições precárias, colocando em risco tanto os moradores quanto quem passa pela região.
"A situação está muito difícil. Estamos todos em alerta", conclui Francisco, reforçando a necessidade urgente de intervenção das autoridades para evitar uma tragédia.
A reportagem entrou em contato com as assessrorias de imprensa da prefeitura de Belém e do Iphan para saber sobre providências para esse tipo de situação e aguarda retorno.
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