Brincantes dos cordões de bichos e pássaros do Pará saem às ruas de Belém neste domingo

O desfile iniciou às 8h, com saída da Basílica de Nazaré e seguiu em direção à praça da República

Gabriel Pires
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Mais de 25 grupos de pássaros juninos de Belém e Região Metropolitana tomaram as ruas de Belém e encheram a capital paraense de cores em um grande cortejo do “Cordões de bichos e pássaros do Pará” neste domingo (19). A programação faz parte da programação do “III Festival de Bichos e Pássaros do Pará” - manifestação cultural popular e tradição folclórica paraense. O desfile iniciou às 8h, com saída da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré e seguiu em direção à praça da República. 

Dezenas de brincantes - entre crianças e adolescentes - dos grupos folclóricos participaram desse momento, mostrando a exuberância das espécies locais caracterizadas com as fantasias representando os pássaros. Alguns cordões já contam com mais de 100 anos de tradição. Entre os participantes, há estreantes e veteranos, com alguns cordões já contando com mais de 100 anos de tradição.

Laurene Ataíde, coordenadora do Festival de Pássaros, conta que o cortejo é uma forma de levar a manifestação que faz parte da cultura paraense. Para ela, esse é um momento emocionante e conta que a grandiosidade do público presente expressa a dimensão dessa manifestação. “É muito gratificante todos os grupos estarem aqui, com exceção dos grupos que são do interior, que não puderam vir, mas que virão para o festival, no dia 23”, relata Luciana. 

Tradição

“Nós estamos fazendo aquilo que nós, os Guardiões, sempre sonhamos, que é a valorização dos pássaros. Os pássaros e os bichos do Pará precisam ser valorizados e a gente tem pouca valorização. A nossa associação se preocupa muito com isso. Nós somos os realizadores da Associação Folclórico Cultural Colibri de Outeiro”, relata Laurene sobre a tradição. Após sete anos de hiato, cordões de pássaros e bichos do Pará voltam às ruas.

O cortejo faz parte da programação do festival, que será realizado nos dias 23, 24, 25 e 26 de maio, no Teatro da Paz. A programação será gratuita e aberta ao público. Segundo a coordenadora, o momento une participantes de todo o estado. Brincantes da Região Metropolitana até o interior do Pará participam do festival. “Vem pássaros de Canaã dos Carajás, a arara-azul; vem pássaro de Parauapebas, a arara-vermelha; e de Salinas, o maçariquinho. E ainda, um pássaro de Curuçá que é o nosso homenageado”, explica.  

Neste ano, o festival prestará homenagem à mestra guardiã Gilda Amador, falecida em 2019, que coordenava o Cordão de Pássaros Tem-Tem e foi pesquisadora do Cordão Borboleta Azul. O primeiro encontro dos grupos ocorreu ainda no dia 23 de março para decidir os preparativos para o festival. 

Os grupos folclóricos são formados, em sua maioria, por famílias de comunidades carentes e todas as despesas das apresentações, desde a confecção das fantasias, da aquisição de instrumentos musicais, transporte, hospedagem e alimentação são custeadas pelo projeto. Grande parte dos grupos é formada por crianças e adolescentes que encontram na arte um refúgio e uma nova fonte de diversão, criatividade e oportunidades.

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