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Briga de torcidas empana vibe do futebol

PM planeja ações de segurança para o clássico decisivo desta quarta (6)

O Liberal

No domingo (3), quando foi disputado o primeiro clássico da decisão do Parazão 2022, entre Clube do Remo e Paysandu Esporte Clube, no estádio Evandro Almeida, o Baenão, no bairro do Marco, cenas de briga entre torcidas organizadas foram vistas quilômetros do local do jogo, ou seja, na esquina da rua Antônio Everdosa com a travessa Estrela, no bairro da Pedreira. Essa situação expõe mais uma vez o risco a que cidadãos e cidadãs estão sujeitos em dias de jogos, não apenas em Belém mas em outras capitais do país. No entanto, como nesta quarta-feira (6), no Estádio Leônidas Castro, na Curuzu, será realizado o segundo e decisivo clássico entre os clubes para se saber o campeão da temporada, os belenenses mostram-se desde já preocupados com a perspectiva de um novo embate entre as torcidas.

Na travessa Estrela, perto da Antônio Everdosa, um  morador que reside na área há 40 anos e prefere não se identificar contou, nesta segunda-feira (4), que estava em casa na hora da briga entre as torcidas na área da via. “Deu para ver que tinha muita gente, eram as torcidas Remoçada e Terror Bicolor; eles pegaram um homem em um bar na esquina”, relatou. O morador disse que essas brigas “colocam em risco a integridade de quem mora no local, causam medo; deveria ter mais segurança nos dias de jogo”.

Uma outra moradora contou que a torcida Remoçada estava saindo para ir para o estádio, quando chegou a outra torcida, começando, então, a briga. Uma outra moradora, 59 anos,  há 57 na  travessa Estrela, disse que em dia de jogo “não dá para vir para a frente da casa, vestir a camisa; eu fico dentro de casa, assisto pela TV”.

Tiro

Já rua Antônio Everdosa, onde, segundo moradores da área, fica um ponto de concentração da Remoçada, um morador disse que ouviu um tiro no domingo à tarde. Ele disse que ouviu de outras pessoas no bairro e também tomou conhecimento pelas redes sociais que um homem estava bebendo em um bar na Estrela perto da Everdosa e usava a camisa do Paysandu. E integrantes da Remoçada começaram a bater nele. A fim de parar a agressão, um policial à paisana deu um tiro para o alto. “Em dia de jogo, em geral as torcidas se encontram e aí tem briga”, declarou, acrescentando que “em dia de jogo só sai de casa quem bebe e quem vai para o  estádio”.

Repúdio

Em Nota, o Paysandu manifestou-se sobre o ocorrido no último domingo (3). “O Paysandu Sport Club lamenta e repudia veementemente todo e qualquer tipo de violência, dentro ou fora das praças esportivas, praticada contra quem quer que seja. O clube sempre se reúne com os órgãos públicos para apresentar o seu planejamento antes de cada partida, a fim de evitar transtornos e garantir a segurança da torcida”.

O Clube do Remo não se manifestou sobre o assunto nesta segunda-feira (4).

Denúncia

A Polícia Militar informou, em Nota, que o Batalhão de Polícia de Eventos da PM (BPE) realiza ações para prevenir e coibir esse tipo de ocorrência. A corporação promove reuniões periódicas com os clubes e orienta suas respectivas torcidas a atuarem em conformidade com o Estatuto do Torcedor para que não sofram punições, como limitação para adentrar nos estádios. 

“O policiamento a ser executado na partida da próxima quarta-feira (06) está sendo planejado e a recomendação é que a população denuncie, caso tenha informes de possíveis conflitos”.

 

Belém
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