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Ato marcado para esta quinta vai pedir justiça pela morte de ciclistas no Pará

A concentração será às 19h, na Praça Brasil, no bairro do Umarizal, em Belém

João Thiago Dias

Um ato, que será realizado na noite desta quinta-feira (10), às 19h, no bairro do Umarizal, em Belém, vai pedir justiça para os ciclistas e outras vítimas que morreram em acidentes de trânsito nos últimos meses no Pará. Apenas no ano passado, o estado registrou mais de 500 atropelamentos envolvendo ciclistas, que resultaram em mais de 600 feridos e 40 mortos, segundo o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/PA).

A ideia do ato é do movimento de pedal feminino "Pedala Mana", da capital, com apoio de outros grupos e coletivos de quem têm o hábito de pedalar. A mobilização vai começar na Praça Brasil, seguindo pelas ruas do bairro do Umarizal com faixas e cartazes, conforme explicou a diretora da União de Ciclistas do Brasil e integrante dos coletivos Pedala Mana e Paráciclo, Ruth Costa.

"O ato será por todas as vítimas de trânsito. Neste ano, tivemos um número significativo de mortes de ciclistas, e todos os responsáveis estão soltos", disse Ruth. "No artigo 201 do Código Brasileiro de Trânsito, diz que precisa guardar a distância lateral de um metro e meio ao passar ou ultrapassar o ciclista. Mas o motorista não guarda, passa por cima. E não acontece nada. Tem uma omissão de justiça. Não foi acidente", opinou.

Dentre tantas perdas, Ruth cita alguns casos emblemáticos deste ano, como a morte de Janice Dias. De acordo com testemunhas, no dia 26 de agosto, ela foi atingida por um carro no momento em que o veículo saía da garagem de um prédio que fica no Umarizal. Acabou não resistindo aos ferimentos dias depois. "O caso da Janice ganhou uma grande proporção. Foi arquivado o processo. É preciso que se faça alguma coisa", comentou.

Outro exemplo foi a morte de Renata Teixeira, de 27 anos, no dia 22 de fevereiro. Testemunhas relataram que ela tentou desviar de um buraco na pista, quando foi atingida por um micro-ônibus, no bairro de Águas Lindas, no município de Ananindeua. "E deixou suas crianças com menos de 5 anos, sendo que o menor ainda mamava", completou Ruth Costa.

Belém
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