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A cada cinco segundos, uma pessoa fica cega no mundo

Acompanhamento oftalmológico e diagnóstico precoce podem evitar qualquer chance de cegueira, afirma oftalmologista

Dilson Pimentel

A informação é assustadora: mundialmente, a cada cinco segundos uma pessoa fica cega. E, do total de casos de cegueira, 90% ocorrem nos países emergentes e subdesenvolvidos, segundo dados do World Report on Disability 2010 e do Vision 2020. E o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estimou que 1,5 milhão de brasileiros são cegos, o que representa aproximadamente 0,75% da população total em 2018.

Em Belém, o professor doutor Lauro Barata, mestre em Oftalmologia, destacou a importância do acompanhamento oftalmológico e da investigação que é feita a partir desse momento. “O fundamental é que o acompanhamento oftalmológico e o diagnóstico precoce podem evitar qualquer chance de cegueira”, afirmou. A pandemia trouxe diversos problemas, principalmente relacionados à demora no atendimento oftalmológico. “O fato de o paciente ter todo aquele pânico, aquele medo de aglomeração, de procurar um serviço que aparentemente ele achava que poderia ser postergado para uma outra ocasião mais na frente. Isso, muitas vezes, nós observamos um agravamento de determinadas enfermidades oftalmológicas, como, principalmente, o glaucoma”, afirmou.

O dr. Lauro Barata disse que há várias causas de cegueira. Uma delas é o glaucoma, que é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Tem a degeneração macular - uma doença da retina que afeta a mácula (uma pequena parte da retina) em que o envelhecimento é a sua principal causa -, a não correção adequada com óculos e a catarata, a principal causa de cegueira reversível. "Ou seja, você pode até apresentar uma baixa visão importante. Porém, com a cirurgia da catarata, consequentemente a visão se restabelece”, afirmou.

Glaucoma atinge mais pessoas acima de 40 anos, do sexo feminino e de raça negra

Ele explicou que o glaucoma atinge mais pessoas acima de 40 anos, do sexo feminino, de raça negra. E que todo mundo vai ter catarata - uns mais, outros menos. Essa doença está relacionada diretamente à idade. Quanto mais o paciente tiver uma idade maior, maior a percentagem de ter catarata, afirmou. A degeneração macular está ligada diretamente à idade e acomete mais pessoas a partir da quinta, sexta década de vida, afirmou.

Desde a infância e adolescência, é preciso ter um acompanhamento oftalmológico para que se possa determinar o tipo de necessidade que o paciente apresenta, para que não evolua de uma maneira inadequada. Ainda segundo o dr. Lauro Barata, há sinais que são observados e o principal é uma baixa visão importante. Mas há, também, algumas outras alterações. Alteração no campo visual, por exemplo. “Mas isso tudo é determinado de acordo com o exame oftalmológico. As pessoas têm que ter um acompanhamento a cada quatro, seis meses com o oftalmologista, para, a partir daí, nós conseguirmos avaliar e identificar o tipo de doença oftalmológica e que cuidados são requeridos para evitar que um paciente acabe tendo problemas muito mais sérios e muito mais graves quando não avaliados de uma maneira mais precoce”, afirmou.

Tudo depende, portanto, do acompanhamento oftalmológico e da investigação que se dá pelo atendimento. "É fundamental que o paciente procure o atendimento oftalmológico, que, aí, a gente pode determinar se o paciente apresenta a catarata, o glaucoma. O glaucoma é uma cegueira. Mas o problema maior é quando não é feito o acompanhamento e leva à lesão progressiva do nervo óptico. Da feita que acompanhar, é muito pouco provável que acabe ocasionando uma baixa de visão, uma cegueira", explicou. Trata-se de uma doença crônica, porém com tratamento. Não tem cura como nenhuma doença crônica tem, como diabetes, hipertensão arterial, mas tem controle. "E, fazendo o controle, a tendência é que não haja evolução de uma maneira insatisfatória. O fundamental é que o acompanhamento oftalmológico o diagnóstico precoce pode evitar qualquer chance de cegueira", afirmou. Dr. Lauro Barata também disse ser fundamental que as pessoas se vacinem contra a covid-19, usem máscaras e álcool em gel. Mas que não deixem de fazer o devido acompanhamento oftalmológico.

Belém
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