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1ª Ecofeira de Belém oferece visibilidade a produtores locais

Ela faz parte da programação do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste sábado (5). A 1ª Ecofeira encerra no domingo (6). Mas tem programação até dia 11.

Cleide Magalhães

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado neste sábado (5). E, em Belém, capital paraense, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), escolheu um dos pontos mais arborizados e aconchegantes da cidade para realizar programação: a Praça Milton Trindade, antigo Horto municipal de Belém, no bairro de Batista Campos.

No espaço, que possui frondosas árvores e ajudam a amenizar o clima quente, é realizada a Semana Municipal de Meio Ambiente de Belém 2021, com o tema “Belém Cidade Sustentável – A Amazônia começa aqui!”, desde o último dia 2 até sexta-feira (11).

Na manhã desta sexta (4), véspera do Dia do Meio Ambiente, aconteceu a abertura da 1ª Ecofeira de Belém, que prossegue somente até domingo (6), sempre das 8h às 13h. Nela, existem diversas bancas com exposição de produtos da economia circular, confeccionados a partir do reaproveitamento de material, como plástico, tecido, madeira e confecção de adubo orgânico; e produtos da agroecologia, como frutas e hortifrutigranjeiros orgânicos.

A artesã e designer Juliene Abreu levou para a feira várias criações de acessórios, como colares, brincos, pulseiras e outros, feitos em metais e matérias-primas regionais, como sementes, cascas, cipós, conchas e etc, utilizado técnicas locais e nacionais de conhecimento mundial na produção das belas peças.

A artesã e designer Juliene Abreu levou para a feira várias criações de acessórios, como colares, brincos, pulseiras e outros, feitos em metais e matérias-primas regionais

“Sempre gostei de criar e de trabalho manual. Meu pai é marceneiro e meus primeiros artesanatos foram entalhando madeira. Depois, aprendi com os artesãos da Praça da República, onde ofereço meus trabalhos. Apresento minhas criações também por onde viajo e pela internet”.

Para ela, o artesanato não é só fonte de renda, mas de conhecer culturas e também seu modo de vida. “Como sou artista de rua, às vezes, a gente fica meio limitado de acessar os lugares, a feira é uma oportunidade de ter contatos com outras pessoas e em um lugar maravilhoso, que é o Horto”, afirma Juliene Abreu, que é arquiteta e urbanista.

A engenheira agrônoma Rosângela Pena, que atua no seguimento de flores há 30 anos, também conta com uma banca na feira, onde é possível encontrar variedades de plantas naturais regionais e também de fora da Amazônia.

Rosângela Pena expõe variedades de plantas e utiliza materiais reaproveitáveis e com base sustentável

Ela utiliza materiais reaproveitáveis e com base sustentável. Tem até produtos para decoração, como mini jardins, terrários, kokedamas (bolas de musgo). Os preços variam de R$ 12,00 até R$ 76,00, com entrega de material pronto e orientações aos clientes sobre como cuidar das plantas.

“Minha vida com plantas é paixão desde minha vida acadêmica. A feira dá uma visibilidade muito boa em relação ao produto que a gente comercializa, saindo do circuito do cotidiano, passando a ter outra clientela, conhecendo outro público. Isso é muito importante e minha perspectiva é muito boa para o evento”, diz a florista, que é fitopatologista.

A advogada Fabiane Lemos, 37 anos, esteve no Horto Municipal com a família e foi surpreendida com a feira. Então, ela aproveitou e adquiriu biojóias (um colar e um par de brincos).

A advogada Fabiane Lemos foi passear na praça e se surpreendeu com a feira

"Vim espairecer aqui na praça com minha família e aí vi a feira, Achei muito legal, fiquei feliz, porque Belém precisa desses espaços pra gente prestigiar. Acho lindo esses produtos sustentáveis da nossa região e é importante também valorizar nossos produtores. Essa feira combina muito com o Horto, porque aqui é um pedacinho da nossa floresta", comenta a advogada. 

A Semana do Meio Ambiente conta também com palestras online; oficina sobre reciclagem em bairros; demonstração de arborismo; exposição de serviços e atividades; contação de história; exposição sobre compostagem e horta caseira; plantio de árvores na Praça da República; webinar sobre educação ambiental e roda de conversa online.

Nos dias 4, 5, 6, 8, 9 e 11 de junho, das 17h às 19h, são projetados, na Praça Milton Trindade, filmes socioambientais em copas de sumaúmas, como parte do projeto Tela Verde Sumaúma.

Nesta sexta, estava programado o documentário "Xingu Etnias Indígenas, dirigido por Joelma Cláudia. Logo depois, um bate-papo com a liderança indígena Márcia Kambeba. A programação está disponível no Instagram da Semma

Belém
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