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PF consulta Moraes sobre destino de cartas e encomendas enviadas a Bolsonaro

O pedido é feito porque não há regra interna da PF sobre como tratar correspondências em casos de cumprimento de pena nas dependências da sede por longos períodos

Estadão Conteúdo

16 de dezembro de 2025 às 21:18

O ministro do STF justificou sua decisão com base na investigação em curso pela Polícia Federal, sobre a suposta tentativa de golpe de estado no 8 de Janeiro

O ministro do STF justificou sua decisão com base na investigação em curso pela Polícia Federal, sobre a suposta tentativa de golpe de estado no 8 de Janeiro ( Foto: Fotos: Antônio Cruz | Agência Brasil; Wilton Junior | Agência Estadão )

A Polícia Federal (PF) enviou um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta terça-feira, 16, pedindo orientações sobre como proceder com cartas e encomendas destinadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso há três semanas na superintendência da corporação, em Brasília.

No documento, a PF não informa quantas correspondências já chegaram ao local. O delegado responsável pela comunicação, Marcos Paulo Pimentel, apenas solicita uma definição do Supremo e apresenta quatro possibilidades de encaminhamento: recebimento da correspondência; inspeção preliminar de segurança; entrega direta ao custodiado - exceto em caso de itens proibidos - ou repasse a familiar, ou a terceiro previamente autorizado para guarda.

O pedido é feito porque não há regra interna da PF sobre como tratar correspondências em casos de cumprimento de pena nas dependências da sede por longos períodos. Por isso, a corporação pede ao Supremo uma definição sobre qual procedimento deve ser adotado.

No mesmo ofício, a Polícia Federal também pergunta se Bolsonaro pode escrever cartas para serem entregues a familiares ou a pessoas por ele indicadas, como forma de estabelecer um protocolo sobre o tema.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ainda não há prazo para a resposta de Alexandre de Moraes.