Moraes ordena prisão de militares ligados ao 'núcleo da desinformação'
Sete pessoas foram condenadas no chamado núcleo 4 da trama, com penas que variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de prisão
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (10) a prisão de militares apontados como integrantes do chamado “núcleo da desinformação”, grupo condenado por atuar na disseminação de notícias falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro no contexto das eleições de 2022.
As prisões foram realizadas pela manhã e incluem o major da reserva Ângelo Denicoli, detido no Espírito Santo, além do tenente-coronel Guilherme Marques Almeida e do subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, que devem cumprir pena em unidades do Exército, em Brasília. A execução das penas ocorre após a rejeição de embargos de declaração apresentados pelas defesas dos réus.
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Segundo as investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República, o grupo utilizou estruturas da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar adversários e difundir conteúdos falsos com o objetivo de gerar instabilidade institucional e favorecer uma tentativa de golpe de Estado.
Ao todo, sete pessoas foram condenadas no chamado núcleo 4 da trama, com penas que variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de prisão, além de multa, inelegibilidade e outras sanções, como perda de cargo público e possível declaração de indignidade para o oficialato.
Dois dos condenados estão foragidos no exterior, incluindo o coronel Reginaldo Abreu, nos Estados Unidos, e Carlos César Moretzsohn Rocha, no Reino Unido. A responsabilidade pela custódia dos militares é do Exército Brasileiro, enquanto a prisão dos demais condenados cabe à Polícia Federal.
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