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Justiça Eleitoral

Ministra Cármen Lúcia abre Fórum Nacional Verdemocracia em Belém 

Evento segue até quarta-feira (17) com debates sobre os desafios da Justiça Eleitoral 

Valéria Nascimento

15 de setembro de 2025 às 22:54

'É a soma das identidades diferentes que constrói uma sociedade de pessoas que são iguais em dignidade”, frisa a ministra Cármen Lúcia

'É a soma das identidades diferentes que constrói uma sociedade de pessoas que são iguais em dignidade”, frisa a ministra Cármen Lúcia ( Foto: Wagner Santana / O Liberal )

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez a conferência de abertura do Fórum Nacional Verdemocracia, no Teatro Maria Sylvia Nunes, completamente lotado, na noite desta segunda-feira (15), na Estação das Docas, em Belém. 

O governador Helder Barbalho; o ministro do STF, Cristiano Zanin; e a ministra do TSE, Estela Aranha, também prestigiaram o evento, que reuniu grande número de magistrados, advogados, presidentes de tribunais regionais eleitorais de outras capitais, servidores do poder público e estudantes de direito.

Fórum Verdemocracia promovido pelo TSE, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará), segue até quarta-feira (17)
Fórum Verdemocracia promovido pelo TSE, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará), segue até quarta-feira (17) (Wagner Santana / O Liberal)

O evento, promovido pelo TSE, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará), segue até quarta-feira (17), com foco nos desafios da Justiça Eleitoral frente às mudanças tecnológicas e climáticas.

Eleições 2026

Presidente do TRE Pará, o desembargador José Maria Rosário, observou que a iniciativa se propõe a debater, pelo bem da democracia, questões urgentes para o fortalecimento da democracia. Ele citou, como exemplo, o impacto do clima e das condições ambientais na logística das eleições, que já se anunciam para 2026.

"Há a necessidade de não apenas combater, mas prevenir a desinformação. É nosso dever garantir a verdade acima de tudo, e que a informação correta ilumine o caminho do eleitor antes que a sombra da falsidade o confunda”, disse o titular do TRE Pará.

Abertura do Fórum Nacional Verdemocracia, no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, em Belém
Abertura do Fórum Nacional Verdemocracia, no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, em Belém (Wagner Santana / O Liberal)

O governador Helder Barbalho lembrou ao teatro lotado que nesta segunda-feira, 15 de setembro, se comemora o Dia Internacional da Democracia (data criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2007). Ele reverenciou a democracia como uma conquista da sociedade brasileira. Uma construção difícil de erguer, disse ele, mas que deve ser defendida diariamente. Ele fez uma correlação entre a democracia e o verde, conforme aponta a denominação do seminário.

Democracia e natureza são organismos vivos da coletividade, diz governador

“A democracia, assim como a natureza, é um organismo vivo e dinâmico, mas não é imortal. É nosso compromisso com as futuras gerações conservar o que recebemos e deixar como legado uma sociedade mais sustentável e mais democrática. (...) Entendo que tanto a floresta quanto a democracia ou pertencem a todos ou não pertencem a ninguém, pois ambas morrem quando o egoísmo de poucos tenta se sobrepor aos interesses de todos”, disse Helder.

Em Belém, Fórum Verdemocracia na Estação das Docas (Fotos: Wagner Santana)
Em Belém, Fórum Verdemocracia na Estação das Docas (Fotos: Wagner Santana)

Na palestra sobre “Democracia e Eleições: questões atuais”, a ministra Cármen Lúcia destacou a democracia como um direito fundamental, centrado em princípios basilares, como o princípio da maioria, o princípio da igualdade e o princípio da liberdade; destacando a soberania popular, segundo a qual, o povo é a única fonte do poder.enfatizou.

"Não há democracia sem povo participando, sem povo atuando e sabendo que, seja qual for a história brasileira que nós tenhamos tido até aqui, quem produz a história do povo é o próprio povo”. Ela destacou: “O direito existe para que as pessoas tenham um ambiente de paz social para que elas possam se fazer felizes. E isto não é retórica. Isto é a vida de cada um de nós”.

Urge se criar um ambiente de humanidade digna, diz Cármen Lúcia

A ministra frisou que é necessário criar um ambiente de humanidade digna para que as pessoas considerem “a vida uma aventura e não um ônus", disse ela.

"E essa aventura que a gente quer para a gente é preciso construir em conjunto. É preciso que todos nós tenhamos a oportunidade, cada um se dê e dê ao outro também a oportunidade de sermos felizes”.

"Nós podemos fazer escolhas diferentes, fazemos escolhas diferentes. Isso não significa que a diferença seja ruim ou que a diferença seja algum gravame a cada um de nós. Bem, diferente disso: nós temos o direito de sermos iguais porque somos iguais em nossa dignidade humana. E temos o direito de ser únicos, por tanto diferentes, na identidade de cada um. É a soma dessas identidades diferentes que constrói uma sociedade de pessoas que são iguais em dignidade”, frisou a ministra do STF e presidente do TSE.