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Mais de 600 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior; a maioria é mulher

Para brasileiros residentes no exterior, o prazo para se alistar, regularizar ou transferir domicílio eleitoral também termina no dia 4 de maio

Fabrício Queiroz

Brasileiros residentes no exterior tem até 4 de maio para se alistar, regularizar ou transferir seu domicílio eleitoral e assim estarem aptos a votar nas eleições de 2022. De acordo a legislação, o voto é obrigatório para quem é alfabetizado e tem idade entre 18 e 70 anos. Dados do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), responsável por organizar o atendimento a esse público, até março deste ano, haviam 603.391 brasileiros aptos a votar no exterior.

O levantamento solicitado por O Liberal ao TRE-DF aponta ainda que 352.799 são mulheres, que representam 58,47% do total; enquanto outros 250.592 são homens, o equivalente a 41,53% do total. Em ambos os casos, a maior parte dos eleitores estão nas faixas etárias entre 35 e 44 anos e 45 e 59 anos, mudando apenas a distribuição da proporção entre cada grupo. Entre os homens, 41,22% tem entre 35 e 44 anos e 38,48% possui de 45 a 59 anos. Já entre as mulheres são 61,52% de eleitoras com idade que varia de 45 a 59 anos e 58,78% na faixa etária de 35 a 44 anos.

Chama atenção também o grande número de eleitores cujo é facultado que estão regulares. São 16.590 eleitores com idade entre 70 e 79 anos registrados, além de outros 3.621 com idade superior a 79 anos. Já entre os adolescentes há 289 eleitores com 16 anos e 741 com 17 anos. Ou seja, são 21.241 eleitores devem exercer o voto mesmo sem ter essa obrigatoriedade.

Para quem mora no exterior, as eleições deste ano são uma ocasião importante e, por isso, há uma grande mobilização nas comunidades. A designer Roberta Cândido, que desde 2019 mora na cidade de Braga, em Portugal, onde faz mestrado, conta que transferiu o título na última semana em uma ação organizada pela Justiça Eleitoral na cidade do Porto. “Teve uma ação de amigos em Braga com os mesários e fomos procurar o serviço. Eu fiz questão de transferir meu título e acho muito importante fazer essa força tarefa para que muitos brasileiros aqui também transfiram seus votos”, afirma.

A jovem destaca ainda que acompanha frequentemente o noticiário político e as informações sobre o processo eleitoral no país, pois entende que “não tem como você exigir uma sociedade melhor quando você não faz a sua parte, principalmente na democracia que é o povo que escolhe”.

A Justiça Eleitoral em Brasília (DF) organiza o pleito para que os brasileiros residentes no exterior votem apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República. A orientação é que esse público acesse o site Título Net ou o aplicativo e-Título e verifique se está com a situação regular. Somente após esse procedimento é que é possível solicitar o alistamento ou alteração de domicílio eleitoral por meio da opção de autoatendimento.

Para acessar os serviços, é necessário preencher os formulários eletrônicos disponíveis na plataforma e enviar imagens em formato PDF ou JPG da seguinte documentação: documento oficial de identificação: certidão de nascimento, certidão de casamento, RG, passaporte com filiação, carteira de trabalho, além de comprovante de residência, comprovante de quitação eleitoral (se for o caso) e comprovante de alistamento militar obrigatório para homens.

Serviço

  • Prazo: até 4 de maio (verificar horário de Brasília)
  • Site: https://www.tse.jus.br/eleitor/eleitor-no-exterior
  • Informações: eleitor.exterior@tre-df.jus.br
Política
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