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'Circo de horrores', diz ministra Damares sobre CPI da Pandemia

Ministra também abordou a política de inclusão do Governo Federal e defendeu avaliação biopsicossocial

Sérgio Chêne

Signatário da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Brasil há anos atrás se comprometeu de votar pela situação das pessoas com deficiência. De acordo com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH), existem no País 46 milhões de pessoas com alguma deficiência e doenças raras. Sobre essa política de inclusão, a ministra Damares Alves reacendeu a questão da demora, que chegou a 14 anos, na aprovação da lei referente ao tema. "Olha como é difícil a gente cuidar desse segmento. Queria que fosse rápido e unânime". Ela conta que o governo Bolsonaro vai priorizar a regulamentação da Lei. "O presidente disse esse País vai ser o País da inclusão. O recado foi dado no dia da posse. O discurso da primeira dama do Brasil foi um recado de que essa nação vai ser a nação da inclusão", destacou, durante entrevista exclusiva ao Grupo Liberal.

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Ela ressalta que um dos artigos da lei trata da avaliação biopsicossocial. "Deixa eu explicar: a senadora Mara Gabrilli (PSDB - SP) essa mulher que todo mundo conhece. É a senadora tetraplégica. Ela só mexe a cabeça. Aquela mulher incrível. Ela só mexe a cabeça e ela viaja, vai para o Senado. Se for para avaliar, ela fará uma perícia médica, mas o perito vai dizer ela merece o benefício porque ela só mexe a cabeça. Então, quando a gente avalia bio, o corpo, ela é uma doficiência grave, severa. Mas quando a gente vai avalia o psico, é uma das mulheres mais inteligentes do Brasil", explicou. 

Nesse sentido, para Damares, a senadora tem uma deficiência 'grave' para a medicina, mas 'leve' para receber benefício social. "É por isso que a gnete entregou um instrumento para fazer justiça, com avaliação justa". 

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Com base na classificação indicativa, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos vai pedir que as transmissões da CPI da Pandemia, do Senado Federal, sejam feitas somente no horário noturno. A informação foi dada pela ministra Damares Alves, em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, na noite desta terça-feira (28). A ministra foi contundente quanto ao sentido da comissão em curso no Senado e adiantou o pedido que será feito à justiça no sentido mudar o horário das sessões ou das transmissões em televisão aberta.

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Segundo ela, muitas discussões entre os senadores têm sido impróprias de veiculação durante o horário da manhã e tarde. "Você acha certo, você ter um filhinho de três anos brincando na sala da tua casa e você liga a televisão para assistir uma CPI e ouve palavras de baixo calão, assiste violência e agressão, e eles (senadores) querendo se 'pegar'?", indagou. "Cadê a classificação indicativa?", questionou Damares. "Acho que aquela sessão de horrores não têm que passar para crianças, não. Estou estudando com a minha equipe, de se transmitir as sessões daquele 'circo de horrores' apenas à noite, quando não tiver criança na sala", adiantou.

Confira a entrevista completa

A crítica da titular da MFDH é referente às frequentes discussões acaloradas entre os parlamentares. A última delas ocorreu no último dia 23, e foi protagonizada pelos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jorginho Mello (PL-SC), quando tiveram de ser contidos por colegas enquanto trocavam xingamentos durante depoimento. 

Na entrevista, de cerca de 40 minutos, a ministra Damares comenta ainda o título de Cidadã Paraense, concedido nesta terça-feira pela Assembleia Legislativa do Estado (Alepa). Também destacou investimentos no Marajó, fez breve balanço de ações do Governo Bolsonaro e elencou prioridades da gestão da pasta. 

Política
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