Botijão de gás será vendido a R$ 40 por grevistas

A ação será realizada no terminal do polo petroquímico de Miramar, na rodovia Arthur Bernardes

Keila Ferreira

Nesta sexta-feira (14), trabalhadores petroleiros de Belém vão vender botijões de gás de cozinha a R$ 40, para chamar a atenção da população sobre a política de preços deste produto e dos combustíveis. A ação, que será realizada no terminal do polo petroquímico de Miramar, na rodovia Arthur Bernardes, demarca a adesão do Sindicato dos Petroleiros dos estados do Pará, Amazonas, Maranhão e Amapá à greve nacional, que já entra no seu 12º dia, e também é um protesto contra medidas conduzidas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, na Petrobras. Ao todo, serão disponibilizados 200 botijões gás de cozinha para a venda, a partir das 6h.

Para garantir o controle, serão distribuídas senhas – metade delas para moradores da região que sejam beneficiários do bolsa família e a outra parte para trabalhadores de outras empresas da área industrial de Miramar. As pessoas devem levar seu botijão, para fazer a troca. Diretor de imprensa do Sindicato dos Petroleiro do PA/AM/MA/AP, Bruno Terribas explica que várias manifestações semelhantes têm sido realizadas em outras cidades do País, pela categoria.  

A categoria está em greve desde o dia primeiro de fevereiro e o estopim foi o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, que resultou na demissão de mil empregados diretos e terceirizados. No entanto, os manifestantes denunciam também a privatização de diversas áreas da companhia, como a BR Distribuidora e Liquigás (já vendidas), além de 8 refinarias e 12 terminais, 2 termelétricas e dezenas de outros ativos que estão em processo de privatização.

“Aqui em Belém, os trabalhadores vão parar a partir da próxima sexta. Não é uma greve corporativa apenas, mas política, no sentido de discutir as políticas do governo no setor de petróleo e gás, no sentido de discutir a política de preços. Vários sindicatos vão fazer essa ação de vender os combustíveis ao preço que seria de produção. A iniciativa é discutir o quão desproporcional está essa política de preço. E no caso do gás de cozinha, atinge os mais pobres. A gente tem estatísticas de pessoas que voltaram a usar fogão a lenha, álcool, porque não tem condições de comprar o gás. É uma forma da gente chamar um pouco mais de atenção da sociedade para isso”, declarou Bruno Terribas. 

Segundo o quadro nacional divulgado pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) na segunda-feira (10/02) já havia mais de 90 unidades operacionais em greve em 13 estados, sendo 40 delas plataformas marítimas.

Política
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