CONTINUE EM OLIBERAL.COM
X

Associação Nacional de Jornais defende aprovação do PL das Fake News: "Combate a desinformação"

Entidade afirma que o assunto está chegando muito tarde no país, uma vez que a Europa iniciou essa conversa em 2018

Camila Azevedo e Fabrício Queiroz
fonte

O adiamento da votação do projeto de lei 2630/2020, mais conhecido como PL das Fake News, deve prolongar o debate sobre a regulação das plataformas digitais e o combate à desinformação no país. A pressão de grandes empresas como o Google, o TikTok e a Meta, que controla o Facebook, o Instagram e o Whatsapp, fez a base governista recuar e a apreciação do projeto foi adiada, não havendo previsão de nova data para votação. Ainda assim, políticos e representantes de entidades que atuam no setor da comunicação continuam mobilizados em torno do tema.

Segundo a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a aprovação do PL é benéfica em vários pontos, inclusive na responsabilização de plataformas que permitem a disseminação de notícias falsas. Marcelo Rech, presidente da entidade, destacou, em entrevista a reportagem de O Liberal, que a discussão já foi feita em vários outros países, mas chega aqui com alguns anos de atraso. Para ele, o projeto vem garantir o que já consta na Constituição. “Nós apoiamos. Estamos acompanhando esse projeto há três anos, desde a aprovação no Senado. O PL está chegando muito tarde aqui, porque esse assunto é discutido na Europa desde 2018. O produto gera uma poluição social muito grande que é traduzido por crimes, massacres, todos os horrores que a gente vê na internet”.

VEJA MAIS

image Adiamento da votação da PL das Fake News repercute no Congresso
Deputados da bancada paraense divergem sobre proposta que visa o combate à desinformação

image PL das Fake News: Veja os artistas que se posicionaram sobre a proposta
Nando Reis, Glória Pires, Zélia Duncan, Paula Lavigne, Seu Jorge, etc., participaram de uma reunião na Câmara na tarde de ontem, 2, além deles, outros artistas estão se posicionando por meio das redes sociais

image Câmara adia votação do PL das Fake News em derrota para governo
Atendendo a um pedido do relator Orlando Silva (PCdoB-SP), Arthur Lira retirou o projeto da pauta

“Nós apoiamos os grandes pilares do projeto: primeiro, da responsabilização, porque nós defendemos que as plataformas [redes sociais] tem que ser responsáveis diretos por aqueles conteúdos que são patrocinados. Não se admite que uma empresa não se responsabilize pela forma como ela faz dinheiro. É sim preciso que elas se responsabilizem e que tenham o dever de cuidar para que não permitam que se dissemine a desinformação. O segundo aspecto é que na Constituição brasileira diz o seguinte: é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Então, não pode ter uma conta anônima, inautêntica, falsa… É também por meio desses robôs que se dissemina grande parte dos crimes de desinformação, calúnia…”, completa Marcelo.

Benefícios alcançam o trabalho jornalístico

A atenção às leis brasileiras quanto às publicações também é um fator que o presidente da ANJ ressalta como necessário. Além disso, Rech diz que a atividade jornalística é a melhor forma de combater a desinformação e a remuneração da classe, prevista na lei, vem para garantir que esse trabalho continue gerando frutos. 

“Nós entendemos que a remuneração da atividade jornalística é fundamental para o combate à desinformação. O jornalismo profissional com suas regras é a melhor forma. Todo o ecossistema do jornalismo seria estimulado para a diversidade, em oposição a desinformação, que é inverídica. [As notícias falsas] não interessam à sociedade brasileira, interessam algumas pessoas que se valem disso para ganhar votos”, explica Marcelo.

Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Política
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

RELACIONADAS EM POLÍTICA

MAIS LIDAS EM POLÍTICA