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Alepa aprova PEC que torna novamente obrigatória língua espanhola na educação básica no Pará

Matéria do deputado Dirceu Ten Caten (PT) visa a valorização da língua, falada na maioria dos países da América do Sul

Natália Mello / O Liberal

A língua espanhola vai voltar a ser obrigatória na educação básica após aprovação por 27 votos favoráveis, nesta terça-feira (30), do Projeto de Emenda Constitucional n° 11/2019, de autoria do deputado Dirceu Ten Caten. Representantes da Associação Paraense de Alunos e Professores de Língua Espanhola acompanharam, da galeria, a votação da matéria, que agora segue para sanção do governador.

O presidente da entidade, Flávio Pimentel, ressalta a importância da aprovação da PEC para que a oferta da disciplina seja garantida na rede estadual de ensino. “O espanhol é a língua mais escolhida no Enem para o vestibular, então é de suma importância a aprovação dessa matéria, temos aqui alunos e professores de Belém, de Castanhal, da Ufpa”, declarou.

A estudante do curso de letras em Língua Espanhola do campus da Ufpa em Castanhal, Caroline Oliveira, também acompanhou a votação. “É importantíssima para nós estudantes, para mim, por nos dar espaço, eu participo do Centro Acadêmico de Letras. É importante para alunos, professores, para todos, o reconhecimento de uma língua que tem importância para toda a região, por ser a mais falada no continente”, concluiu.

O autor da matéria, Dirceu Ten Caten, lembra que  uma mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), ainda durante o governo do ex-presidente Michel Temer, tirou a obrigatoriedade do espanhol e deixou apenas o inglês como obrigatório na grade curricular da educação básica. Desta forma, o espanhol e as demais línguas ficaram como facultativas. “Ainda no governo Jatene, foram lançados PSSs e concursos sem a previsão de vagas para professores de espanhol, e a gente tem aqui a formação de professores pela Uepa, Ufpa, universidades privadas também, e temos mais de 70% dos estudantes do Pará que optam por espanhol no Enem, somos um país que está na influência da América do Sul, quase todos falam espanhol e por todo esse contexto defendemos a aprovamos da peça no Estado, de forma a garantir que o espanhol esteja sempre presente na grade curricular, fazendo com que os alunos e professores e professoras não sejam prejudicados”, concluiu o deputado.

O parlamentar Toni Cunha (PTB) também falou sobre a posição favorável à proposta. “Retirar uma língua estrangeira é um absurdo. Nem sabia que havia sido tirada. Muitas coisas acontecem na história do poder do Estado e nós somos pegos de surpresa. Penso que deveríamos ter outras línguas, como alemão, francês, não retirar a língua espanhola da grade curricular”, analisou.

A maioria dos deputados que subiu à tribuna na sessão ordinária desta terça se manifestou a favor da matéria, e destacou a importância de garantir a aprovação da mesma.

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