Suspeito de envolvimento na morte de investigador da PC é preso em Belém
O policial civil foi executado a tiros no dia 10 de maio do ano passado, no bairro Guamá, na capital paraense
Um homem, que não teve o nome divulgado, foi preso na manhã desta sexta-feira (13/3), em Belém, suspeito de envolvimento na morte do policial civil Ediel Bittencourt. O agente, que era investigador, foi executado a tiros no dia 10 de maio do ano passado, no bairro Guamá, na capital paraense. Na ocasião, ele deixava a esposa em um ponto comercial da família, na travessa Augusto Corrêa, nas proximidades da passagem Marinho.
A ação da Polícia Militar que resultou na prisão do suspeito foi feita pelo Comando de Missões Especiais (CME), por meio do Grupo de Patrulhamento em Ambiente Rural (GPAR), que integra o Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Foram apreendidos também dois aparelhos celulares e entorpecentes.
O subcomandante do Bope, major Paulo Henrique Bechara, disse que a equipe especializada foi fundamental para o cumprimento da prisão. “O Grupamento de Patrulha Rural concentra suas operações em ações de alta complexidade em áreas de mata. A doutrina que seguimos enfatiza a camuflagem, o sigilo e a infiltração em ambientes florestais de elevado risco. Essa abordagem diferenciada foi fundamental para a captura do indivíduo foragido, cumprindo o mandado de prisão”, contou.
As equipes levantaram que o suspeito estava escondido em uma área de difícil acesso, próximo à região de ilhas de Belém. Com posse das informações, operação policial foi elaborada com equipes especializadas e apoio do Grupamento Fluvial (GFLU), da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).
Ao chegar nas proximidades do endereço levantado, a equipe realizou a aproximação até a residência indicada. No momento da chegada, o suspeito foi visualizado na varanda dos fundos do imóvel e logo em seguida recebeu ordem de parada.
Durante as buscas no interior do imóvel, foi encontrada na sala da casa, dentro de uma caixa com brinquedos, uma sacola contendo 18 papelotes médios de substância análoga a oxi, além de uma balança de precisão. Também foram apreendidos 02 aparelhos celulares.
O homem e o material apreendido e uma mulher foram conduzidos e apresentados na Divisão de Homicídios, na Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos, para os procedimentos cabíveis.
O caso
Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens se aproximam em uma motocicleta, e o garupa desce, caminha até o policial, que levanta os braços em sinal de rendição, e é atingido por cerca de 12 disparos. Nenhum objeto foi levado da vítima.
A motocicleta usada no crime foi abandonada pouco depois na travessa da Paz de Souza, próxima ao cemitério Santa Izabel. O veículo apresentava corrente danificada, era roubado no Maranhão e estava com uma placa clonada de uma moto registrada em São Paulo. Após o abandono, um dos criminosos tentou roubar outro carro, sem sucesso, e fugiu armado em uma van, que também foi localizada pela polícia.
Horas após o assassinato, uma intervenção policial resultou na morte de Matheus Mendes Farias, suspeito de envolvimento no planejamento do crime. Segundo uma fonte da polícia, ele foi quem levantou a rotina do investigador Ediel para os criminosos e teria ligação com uma facção criminosa. A ação que resultou em sua morte também ocorreu no bairro do Guamá.
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