Quadrilha invade casa e mata comerciante na Pratinha

Os filhos da vítima, que tinha 60 anos, conseguiram escapar após correr

Redação Integrada

Cerca de cinco homens armados invadiram a casa do comerciante Manoel Pires da Conceição, 60 anos, e o executaram na sala do imóvel, onde, no compartimento da frente, funcionava o comércio "Só o Senhor é Deus", na Passagem São Vicente, que fica na Avenida Arthur Bernardes, no bairro da Pratinha 2, no Distrito de Icoaraci, em Belém.

O crime aconteceu por volta das 14h30 deste domingo (10) e, segundo o sargento Rucival, do 24o Batalhão da Polícia Militar, Manoel da Conceição foi assassinado na frente de seus dois filhos, que têm entre 35 e 40 anos. "Segundo testemunhas, a vítima estava no pátio da casa, onde funciona o comércio, quando cerca de cinco homens invadiram o local. Acredito que ele ainda tentou correr, porque há manchas de sangue no pátio e o corpo dele ficou na sala da casa. Os filhos só se livraram de serem mortos porque conseguiram correr", disse.

Ainda de acordo com a PM, a vítima ficava em casa durante o dia e ia dormir na cadeia, pois estava em regime semiaberto devido ao assassinato da própria esposa. Outro fator que pode servir de motivação para o crime foi que Manoel da Conceição teria denunciado o assassino por crimes, como assaltos, levando-o a prisão pela primeira vez.

Ainda de acordo com a PM, a partir de relatos de testemunhas, Manoel foi assassinado por um homem conhecido como "Ray" e seu bando, os quais são procurados pela polícia. "As testemunhas dizem que quem cometeu o crime foi o Ray com sua quadrilha. Ele é uma pessoa de alta periculosidade, envolvido com muitos crimes, responde por tráfico, assalto e homicídio, e comanda quadrilha no Morro dos Macacos, que fica no final da Passagem São Vicente, onde a vítima morava. A gente vem caçando ele", afirmou o sargento.

Por volta das 15h, equipes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, do Instituto Médico Legal e da Perícia Criminal chegaram no comércio "Só o Senhor é Deus" para investigações iniciais sobre o crime e remoção do corpo de Manoel da Conceição. A imprensa não pôde ter acesso ao imóvel e moradores evitaram falar sobre o ocorrido.

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