Porteiro de escola é preso por suspeita de crimes sexuais contra adolescentes em Belém
A ação para deter o investigado ocorreu na manhã desta terça-feira (3)
Um homem que atuava como porteiro terceirizado em escolas de Belém foi preso suspeito de crimes sexuais contra adolescentes. A ação para deter o investigado ocorreu nesta terça-feira (3) no âmbito da operação “Portão Seguro”, da Polícia Civil, que deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva.
A ação foi realizada por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) da Santa Casa, para cumprir a ordem judicial expedida pela Vara de Juiz das Garantias da Região Metropolitana de Belém. O suspeito estaria se aproveitando do seu cargo como agente de portaria para cometer o crime no âmbito escolar.
Segundo a Polícia Civil, uma das adolescentes relatou à direção escolar que, em agosto do ano passado, o suspeito tentou beijá-la enquanto estava na guarita da escola. Ele ainda acariciou seu corpo e ofereceu pagamento de academia e celular em troca de favores sexuais. Uma outra vítima relatou em escuta especializada que o investigado a puxou para dentro da escola e tentou manter relação sexual com ela, contra sua vontade. As duas adolescentes não se conheciam e estudavam em escolas diferentes. Os casos ocorreram em ocasiões distintas no ano de 2025.
Em consulta ao sistema policial, o histórico do investigado possuía indiciamento por estupro de vulnerável, além de outro procedimento por importunação sexual contra uma estudante em 2025, bem como passagens por crimes contra o patrimônio e tráfico de entorpecentes.
A operação denomina-se “Portão Seguro” por simbolizar a restauração da integridade e segurança no acesso à instituição de ensino, visto que o investigado, ocupante da função de porteiro, teria aproveitado de sua posição para praticar crimes de violência sexual, em afronta aos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente.
O suspeito foi conduzido para a Deaca Santa Casa, para a adoção das medidas legais cabíveis. Em seguida, foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde se encontra à disposição da Justiça.
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