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Investigador da Polícia Civil mata a esposa e se suicida em seguida, em Belém

Edson Campos Pojo se matou em frente ao 24º Batalhão de Polícia Militar (24º BPM), no conjunto Maguari, após assassinar a esposa, Liliane Santana da Silva Pojo

João Paulo Jussara
Policial se suicidou em frente ao 24º BPM após assassinar a esposa (Cláudio Pinheiro/ O Liberal)

Um crime violento chocou os moradores do conjunto Maguari, no bairro do Coqueiro, em Belém, na manhã desta segunda-feira (01). O investigador da Polícia Civil Edson Campos Pojo assassinou a própria esposa, Liliane Santana da Silva Pojo, de 36 anos, dentro da residência dela, e depois se suicidou em frente ao 24º Batalhão de Polícia Militar (24º BPM), no mesmo bairro. O casal deixa dois filhos, um de cinco e outro de dez anos de idade.

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Delegado acredita que policial se matou em frente ao batalhão para não ter sua arma roubada

Segundo relatos de testemunhas, o crime ocorreu por volta das 8h30. Edson chegou na casa onde a esposa morava com os filhos, na alameda 6 do conjunto Maguari e, depois de insistir muito, entrou na residência. Em seguida, os vizinhos escutaram quatro disparos de arma de fogo e, poucos segundos depois, viram o policial deixando a casa, entrando no carro e indo embora. As crianças estavam na escola no momento do crime.

Depois de entrar no carro, um Hyundai Creta branco, ele seguiu para o 24º BPM, que fica na alameda 11, a poucos minutos do local do crime, e tirou a própria vida, com um tiro na cabeça. Fernando Nascimento, gerente de uma loja que fica perto do batalhão, relatou que viu o momento em que Edson chegou ao local. "Ele chegou agoniado, querendo estacionar o carro dele. Quando ele viu que não tinha vaga, jogou sinal pra mim e entrou na minha frente e estacionou ali. Aí ele saiu andando, chegou lá na frente e deu o tiro", contou.

Edson assassinou Liliane dentro da residência dela, na alameda 6 do conjunto Maguari (Cláudio Pinheiro/ O Liberal)

Vizinha acredita que o crime foi premeditado

Uma vizinha de Liliane contou que ela e Edson estavam no processo de separação há cerca de um mês, e que ele era um homem muito ciumento e agressivo. "Ela já me relatou que ele dava empurrão nela, coisas assim. Ele era possessivo e não aceitava essa separação", disse. "Inclusive ela perdeu o emprego há um mês, porque ele foi lá na porta fazer um escândalo, com ciúmes, e aí demitiram ela".

Ainda segundo a testemunha, que não quis ser identificada, Edson ainda teria ligado para a irmã buscar os filhos no colégio, pois ele teria "feito uma grande besteira". "Tanto que a irmã dele veio aqui já sabendo o que tinha acontecido", afirmou. "Eu acho sim que foi premeditado, porque eles estavam separados, ela demorou bastante tempo pra abrir a porta pra ele e ele ficou aqui fora esperando", concluiu.

Delegado acredita que policial se matou em frente ao batalhão para não ter sua arma roubada

A suspeita do delegado Daniel Castro, responsável pela investigação do caso, é de que o policial se matou em frente ao 24º BPM para evitar que sua arma fosse roubada. "Dada a proximidade, eu creio que ele queria, se a intenção era realmente de tirar sua própria vida, que o armamento dele não ficasse à disposição de outras pessoas", disse. "Se acontecesse na via pública, mesmo num momento desse, ele ainda estava pensando como policial, pra que esse armamento não caísse em mãos erradas", completou o delegado.

Ainda segundo Castro, da Delegacia de Polícia Metropolitana, o investigador também já havia sido policial militar anteriormente. Um inquérito policial será instaurado pela Delegacia do Tenoné para que o caso continue sendo investigado. "Nós estamos aqui com todas as nossas equipes, não só da parte de investigação de todas as unidades daqui da DPM, da Divisão de Homicídios (DH), e também trouxemos a Divisão de Atendimento ao Servidor, porque o casal tinha dois filhos e nós estamos prestando todo esse acompanhamento pra ver como isso impacta o menos possível na vida dessas crianças", finalizou o delegado.

Polícia
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