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Policiais civis prendem homem acusado de desvio de dinheiro público

Investigações continuam em busca de outros envolvidos no crime, que usou até uma igreja de fachada

Victor Furtado

A Polícia Civil do Pará prendeu um homem por desvio de recursos públicos. Pelas investigações, o suspeito criou, em 2011, uma associação denominada "Alvorecer da Esperança". Seria um projeto educativo para ensinar aos moradores de uma ilha o potencial da colheita de açaí na região. O projeto nunca saiu do papel, apesar de ter recebido vários recursos que somam cerca de R$ 500 mil, ainda na gestão passada do Governo do Pará. Na noite desta quarta-feira (7), ele foi capturado

O crime foi comunicado à Polícia Civil ainda em 2018. No começo do projeto, a instituição criada pelo suspeito recebeu o valor inicial de R$ 20 mil, para dar início aos trabalhos. O convênio para os recursos foi feito com a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). A Polícia Civil constatou ainda que uma igreja foi utilizada como sede da associação "Alvorecer da Esperança", mas apenas como fachada.

Delegado Vicente Leite, diretor da Divisão de Combate à Corrupção de Recursos Públicos (Decor), explica que as investigações constataram que nenhuma das iniciativas apresentadas pelo investigado foi executada. "Constatamos que o preso era o tesoureiro da quadrilha. Ele recebeu todo o dinheiro no caixa de uma agência bancária da capital. Ao constatar tal fato, representamos pela prisão preventiva dos suspeitos. Nós ainda estamos em diligência para prender os demais envolvidos, visto que já foram identificados", informou.

Após a quebra do sigilo bancário e fiscal, foi constatado que a associação "Alvorecer da Esperança" recebeu outros repasses de recursos da administração pública, por meio de convênios com secretarias de Estado que não foram executados, chegando ao montante estimado de R$ 500 mil. Pelo inquérito, até o momento, não há envolvimento de funcionários públicos.

Pelos crimes investigados — estelionato majorado, praticado na modalidade continuada, junto lavagem de dinheiro e associação criminosa — somam uma pena de pelo menos 15 anos de prisão aos envolvidos. As investigações continuam para capturar os demais integrantes da quadrilha. O primeiro preso da operação foi encaminhado à sede da Decor, onde foi interrogado. Após o procedimento de exame de corpo de delito, ele foi transferido para o sistema penitenciário, onde está à disposição da Justiça.

Polícia
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