Polícia Federal realiza mobilização nacional e cobra criação do Fundo de Combate ao Crime Organizado
O ato ocorreu em 23 estados e no Distrito Federal nesta terça-feira (24)
Delegados, peritos e demais servidores da Polícia Federal participaram, nesta terça-feira (24), de uma mobilização nacional pela aprovação do Fundo de Combate ao Crime Organizado (Funcoc). O ato ocorreu em 23 estados e no Distrito Federal e foi encabeçado pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).
A manifestação contou com a adesão de representantes da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol), da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) e da Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal (ANSEF).
O principal objetivo é cobrar do Governo Federal o envio imediato ao Congresso Nacional do projeto de lei que institui o Funcoc. Segundo as entidades, a demora na formalização da proposta compromete a implementação de ferramentas estruturais e tecnológicas consideradas essenciais para o enfrentamento das facções criminosas e da corrupção.
No Distrito Federal, onde se concentram as decisões políticas, o ato reuniu grande número de participantes. Para as associações, a mobilização é um recado direto ao Executivo sobre a necessidade de garantir previsibilidade orçamentária à instituição.
De acordo com o presidente da ADPF, Edvandir Paiva, a Polícia Federal não pode depender exclusivamente de oscilações orçamentárias anuais para enfrentar organizações criminosas que movimentam bilhões de reais de forma ilícita. Ele defende que o Funcoc representaria a garantia de recursos permanentes, inclusive com a destinação de valores e bens apreendidos do próprio crime organizado para financiar o combate à criminalidade.
O que é o Funcoc
O Fundo de Combate ao Crime Organizado tem como proposta assegurar financiamento estável, moderno e contínuo para as atividades da Polícia Federal. A ideia é permitir planejamento de longo prazo e dar suporte a grandes operações, reduzindo a dependência exclusiva das dotações orçamentárias anuais.
Entre as prioridades para aplicação dos recursos estão:
- Ampliação e modernização das estruturas de inteligência policial;
- Investimentos contínuos em tecnologia e equipamentos;
- Reforço da capacidade operacional e logística;
- Valorização e estruturação das carreiras.
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