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Eleitora deficiente visual foi à polícia denunciar maus tratos em sessão onde votou

Ela diz que foi obrigada a votar sozinha e não tem certeza se votou no candidato que escolheu nesta eleição

Dilson Pimentel

Moradora de Ananindeua, a eleitora Jessey de Oliveira Brito registrou na tarde deste domingo (15) um boletim de ocorrência na Polícia Civil, reclamando da conduta de um delegado eleitoral que atuava na escola onde ela votou essa manhã. A eleitora compareceu à UIPP do Distrito Industrial para comunicar que é deficiente visual e que teria sido destratada ao votar em sua sessão eleitoral, na escola Benedito Celso Pado, na avenida Zacarias de Assunção, no Distrito Industrial.

 

 

Ao realizar seu direito de voto, na zona 43, na sessão 750, ela disse ter sido impedida de votar acompanhada de seu marido. E afirmou que foi impedida por um delegado eleitoral de partido que atuava em sua seção, identificado como Roger. Segundo eleitores que testemunharam o ocorrido, ele teria sido dito à eleitora que "se virasse" para realizar a votação.

Na unidade da Polícia Civil, Jessey contou que, nos anos anteriores, sempre entrou na cabine eleitoral com seu acompanhante, que é o esposo dela, José Calbi Rodrigues de Mesquita. E disse que, como entrou sozinha, votou, mas não tem certeza se votou no candidato que ela escolheu.

Jessey Brito: caso foi levado à polícia (Adriano Nascimento / O Liberal)

Na delegacia da Polícia Civil, Jessey Brito contou que, nos anos anteriores, sempre entrou na cabine eleitoral com seu acompanhante, o esposo José Calbi Rodrigues de Mesquita. E disse que, como entrou sozinha, não tem certeza se votou no candidato que ela escolheu

A Polícia Civil deverá investigar o caso. A redação Integrada tenta, agora, ouvir a versão do delegado eleitoral, e também repercute o ocorrido com a Justiça Eleitoral.

Associação classifica situação como equívoco e grave erro 


Procurada pela reportagem, a Associação Paraense das Pessoas com Deficiência (APPD) se pronunciou: o presidente licenciado da APPD, Amaury de Souza Filho, declarou que o delegado eleitoral e o mesário em questão foram "equivocados e errados" no comportamento diante da eleitora deficiente visual.

"Ela tem o direito de levar um acompanhante à seção eleitoral, para orientá-la na urna. O Código Eleitoral garante esse acompanhante para o acesso. Até porque não há som nas teclas da urna eletrônica, não tem sistema sonoro para o eleitor com deficiência nem outros acessórios. Mesmo com o sistema Braille na urna, a eletora deve ter uma pessoa de confiança para orientá-la no voto", disse Amaury.

"Ela tem o direito de levar um acompanhante à seção eleitoral, para orientá-la na urna. O Código Eleitoral garante esse acompanhante para o acesso. Até porque não há som nas teclas da urna eletrônica, não tem sistema sonoro para o eleitor com deficiência nem outros acessórios. Mesmo com o sistema Braille na urna, a eletora deve ter uma pessoa de confiança para orientá-la no voto", diz Amaury de Souza, da APPD 

"A eleitora em questão pode procurar a APPD para as providências cabíveis", disse Amaury Souza. Como destacou o presidente licenciado da entidade, a providência é importante até mesmo por conta de um possível segundo turno.

Polícia
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