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Varíola dos macacos: O que se sabe sobre a infecção assintomática do vírus?

Estudo mostra que há risco de disseminação da doença entre portadores assintomáticos

Laís Santana

Uma série de assuntos sobre varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, foram movimentados na última semana. Um deles diz respeito a uma análise feita na França, em que 13 pessoas testaram positivo para o vírus, mas só dois manifestaram sintomas. Especialista dá detalhes sobre a assintomatologia do vírus.

A médica infectologista Helena Brigido, detalha que o estudo feito na França mostra que há risco de disseminação entre portadores assintomáticos e que possivelmente há transmissão em contato íntimo entre os portadores assintomáticos.

"O estudo foi feito em uma clínica de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) entre pessoas que fazem prevenção de HIV com medicamentos específicos ou daquelas Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV). O estudo decidiu ampliar a pesquisa para possível detecção do vírus MPX. Durante o estudo, das 706 pessoas atendidas, 383 apresentavam sintomas sugestivos de infecção por MPXV (40% apresentavam lesões anais) e a infecção por MPXV foi confirmada em 271 daqueles com sintomas. Dos 706 pacientes atendidos, 323 não apresentaram sintomas de MPXV e 213 tiveram swabs anais coletados. Destes sem sintomas, 13 (6,5%) resultaram em teste reagente para MPX. Posteriormente, 2 apresentaram quadro clínico compatível com Monkeypox", detalha. 

Helena Brigido ressalta que ainda não existe teste rápido para detectar a doença. Seria o ideal para tomar condutas de prevenção com isolamento dos contatos e observação para possível aparecimento de sinais e sintomas. Contudo, caso uma pessoa tenha contato com alguém suspeito de Monkeypox e não apresente sintomas imediatos, o aconselhável é procurar atendimento médico para acompanhamento e retornos próximos com alerta para aparecimento de lesões de pele, além de febre, ínguas, dor no corpo, etc.

"O quadro clínico pode ocorrer 12 dias após o contato, porém ser expandido até 24 dias com a possibilidade de aparecimento de lesões de pele", ressalta a infectologista. 

Cenário atual

De acordo com a atualização da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Belém passa a contar com mais um caso confirmado de monkeypox, popularmente conhecida como varíola dos macacos. A capital do estado tinha, até ontem, 22, três casos confirmados, passando, agora, a ter quatro pacientes diagnosticados.

Além dos casos confirmados em Belém, o estado também tem o diagnóstico da doença em Ananindeua (02) e Santarém (01). Quanto aos casos suspeitos, a Sespa diz que, no momento, investiga 13 casos, distribuídos da seguinte forma entre os municípios: Santarém (05), Ananindeua (01) e Belém (07).

A Secretaria informa, ainda, que "o acompanhamento e monitoramento dos pacientes são feitos pelas secretarias de saúde municipais", e que "os casos confirmados são importados de outros estados e que não há transmissão local".

O Instituto Evandro Chagas (IEC), centro de referência para o diagnóstico laboratorial da doença para os estados do Maranhão, Pará, Amapá e Piauí, tem recebido principalmente amostras dos estados do Pará e Maranhão. Até o momento, foram recebidas 77 amostras para diagnóstico de MPXV e Herpes 1 e 2 (34 e 43 respectivamente). Dessas 34 testadas para MPXV, 30% são positivas. "O número de testes vem aumentando dia a dia, e estamos dando prioridade para os testes para MPXV", afirma o IEC por meio de nota. 

Pará
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