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UFPA lidera articulação nacional no Capes Global com projeto estratégico para a Amazônia

Para o reitor da UFPA, professor Gilmar Pereira da Silva, o resultado representa um marco institucional

O Liberal
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A Universidade Federal do Pará consolidou, nesta sexta-feira, 20, uma posição de liderança no cenário da pós-graduação brasileira ao se destacar no resultado final do Programa Redes para Internacionalização Institucional, o Capes Global. Embora tenha alcançado o segundo lugar geral na classificação nacional, a UFPA foi a instituição líder mais bem colocada entre todos os projetos aprovados, o que a posiciona como protagonista na coordenação de uma das principais iniciativas de internacionalização científica voltadas à Amazônia.

O Capes Global é uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) voltada ao fortalecimento da internacionalização da pós-graduação brasileira. A proposta liderada pela UFPA está entre as mais bem avaliadas do país, garantindo à instituição acesso a um volume significativo de recursos para impulsionar suas atividades de pesquisa e internacionalização.

Coordenada pela UFPA, a Rede Amazônia Global reúne a Universidade do Estado de Mato Grosso Carlos Alberto Reyes Maldonado (UNEMAT), a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e a Universidade Federal de Roraima (UFRR). A iniciativa busca reposicionar a Amazônia como um centro de excelência científica e de cooperação internacional, articulando diferentes áreas do conhecimento em torno de desafios globais.

A Rede está estruturada em cinco eixos estratégicos: Saúde Planetária e seu Impacto na Amazônia; Conservação da Biodiversidade no Contexto das Mudanças Climáticas; Transição Energética para uma Amazônia Sustentável; Habitar a Amazônia: território, populações e direitos humanos; Bioeconomia da Sociobiodiversidade. A proposta reúne 98 programas de pós-graduação e as ações previstas incluem mobilidade acadêmica internacional, formação de recursos humanos altamente qualificados, desenvolvimento de pesquisas colaborativas e ampliação da produção científica com impacto global.

Para o reitor da UFPA, professor Gilmar Pereira da Silva, o resultado representa um marco institucional. “Essa conquista demonstra o papel da UFPA como uma universidade estratégica para o Brasil e para o mundo. Estamos mostrando que a Amazônia não é apenas objeto de estudo, mas um território que produz ciência de excelência e contribui ativamente para as grandes agendas globais”, comemora.

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Iracilda Sampaio, ressaltou o impacto direto na qualificação da pesquisa. “O Capes Global permite ampliar a formação de nossos pesquisadores em redes internacionais, fortalecendo nossos programas de pós-graduação e elevando ainda mais a qualidade da produção científica desenvolvida na UFPA”, afirma.

Já a pró-reitora de Relações Internacionais, Lise Tupiassu, enfatizou o avanço na inserção global da universidade. “Este resultado representa um marco histórico para o fortalecimento da internacionalização da UFPA. Trata-se de um processo que deve estar enraizado no território amazônico, mas, sobretudo, incorporado de forma definitiva à cultura da nossa comunidade acadêmica”, diz.

Segundo Lise, a universidade pretende ampliar a relação com outras instituições de elite, mundo afora, mas também fortalecer a relação Sul-Sul com as outras universidades que enfrentam problemáticas semelhantes às da realidade amazônica. “A UFPA já tem uma inserção internacional relevante, porém ela acaba ficando muito restrita a iniciativas individuais dos nossos pesquisadores, mas que precisam de mais  representação institucional. Com esse programa, o que a gente pretende é institucionalizar as parcerias e, com isso, fazer com a ida dos nossos alunos, pesquisadores e doutorandos para o exterior, por exemplo, implique dupla titulação”, comenta. “E fazer com que nós possamos enviar cada vez mais professores visitantes, receber professores de fora e transformar a internacionalização em algo que seja do cotidiano da nossa universidade. E que nós tenhamos uma oferta para a nossa comunidade de inúmeras atividades internacionais para que isso faça parte da cultura universitária”, complementa a pró-reitora. 

Ao todo, o Capes Global contemplou 33 redes com instituições de pesquisa de todo o país.

 

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