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Uepa desenvolve tecnologias assistivas para reabilitação de pacientes

Mais de R$ 500 mil foram investidos pelo Governo do Estado para a ampliação do Labta, da Uepa, incentivando o desenvolvimento de tecnologias assistivas

O Liberal, com informações da Agência Pará

A Tecnologia Assistiva utiliza recursos e serviços para desenvolver habilidades funcionais em pessoas com algum tipo de deficiência física ou dificuldade de mobilidade eventual, como no caso de internações hospitalares. No Pará, os principais estudos e técnicas são originários do Laboratório de Tecnologia Assistiva (Labta), da Universidade do Estado do Pará (Uepa) e repercutem em instituições da rede pública e particular de saúde. 

Em funcionamento desde 2000, o Labta da Uepa coleciona inovações na produção de órteses, próteses e adaptações a partir de material de baixo custo, como canos de PVC. Com os recentes investimentos a partir da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e recursos da própria Uepa, o laboratório foi equipado com um forno e duas impressoras 3D e pode oferecer peças produzidas com outros materiais como polipropileno e ezeform (termoplástico para uso ambulatorial).

As órteses podem auxiliar no tratamento de pessoas como o aposentado Raimundo Nonato Ramos Evaristo, 71 anos. Morador da Cidade Nova, em Ananindeua, ele compareceu ao Labta na última quarta-feira (24) para tirar as medidas para a confecção de uma órtese de mão direita. “Eu tive um AVC (acidente vascular cerebral) há mais de 20 anos e sou atendido na Uepa há 18. Cheguei de cadeira de rodas e de uns anos para cá consegui andar sem muleta. Agora estou com a mão e o pé tremendo. Graças a Deus aqui tem gente de coração”, comenta Raimundo.

De acordo com Jorge Lopes, coordenador do Labta e gerente da Oficina Ortopédica do Centro Especializado em Reabilitação (CER) III, a órtese vai auxiliar na função do membro superior. “A órtese será em PVC, que tem uma boa adequação. Vamos fazer a experimentação, provas, e quando estiver bem adaptado, fazemos o treinamento e acompanhamento para depois agendar as reavaliações”, comenta Jorge.

 

Difusão das tecnologias chega aos hospitais

Após décadas de pesquisas, o Labta colhe frutos com o desdobramento das pesquisas do ambiente acadêmico para o profissional em grandes hospitais. “O Labta da Uepa foi o precursor de todos os Labta’s dos hospitais, como o do Hospital de Clínicas, Hospital Metropolitano e o do Adventista, que é particular, e futuramente vamos ampliar para a Santa Casa e Ophir Loyola. E uma das maiores conquistas nos últimos três anos foi a oficina ortopédica fixa, pois a partir daí o Labta começou a integrar o CER III, oficialmente”, pontua o pesquisador.

A sociedade é a principal beneficiada com a ampliação da assistência para o Sistema Único de Saúde, atendendo todas as demandas do Estado e hospitais. Em 2022, a unidade deve ser ampliada com a construção de um novo prédio de 367 metros quadrados, dentro da Uepa. O investimento é de R$ 507.212,80, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Pará (Sespa). A primeira etapa da obra está prevista para ser entregue em fevereiro.

Os investimentos recentes do Governo do Estado permitiram a implantação do Labta do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), voltado para pacientes que estão em Terapia Intensiva (UTI). De março a outubro, o laboratório já produziu cerca 1.678 órteses para auxiliar no restabelecimento da integridade óssea e muscular dos pacientes. 

Terapeuta ocupacional do HC, Lucas Muniz informa que o laboratório foi pensado para atender pacientes graves com a Covid-19. “O nosso foco são as órteses para descompressão e, também, algumas órteses de posicionamento. O laboratório de tecnologia assistiva é de baixo custo e tem uma relevância muito importante dentro do contexto hospitalar. Tudo que produzimos ajudam no processo de reabilitação, prevenção de sequelas ou algum tipo de lesão”, pontua o profissional.

A prevenção das lesões por pressão é um dos benefícios das órteses de posicionamento. “Nós realizamos uma avaliação terapêutica ocupacional, qualquer profissional que esteja na UTI pode acionar a terapia ocupacional quando achar que o paciente necessite de uma órtese. Então, nós vamos ao leito e realizamos uma avaliação do estado clínico e motora do paciente, em cima dessa avaliação, são identificados os riscos do paciente desenvolver alguma lesão ou encurtamento, e prescrevemos o melhor dispositivo a partir da avaliação”, acrescenta Lucas.

Pará
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