Temporada de ventos aumenta alerta para acidentes com pipas em rede elétrica no Pará
A prática de empinar pipas, tradicional durante o período de férias escolares e de ventos mais intensos, continua provocando impactos no fornecimento de energia elétrica no Pará
A prática de empinar pipas, tradicional durante o período de férias escolares e de ventos mais intensos, continua provocando impactos no fornecimento de energia elétrica no Pará. Entre janeiro e abril de 2026, foram registradas 994 interrupções no sistema elétrico causadas pelo contato de pipas com a rede de distribuição, média de oito ocorrências por dia, segundo a Equatorial Pará.
O número representa um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado e acende o alerta para os riscos à segurança da população. Além dos transtornos causados pela falta de energia, acidentes podem ocorrer quando pessoas tentam retirar pipas presas na fiação elétrica.
As interrupções afetam residências, estabelecimentos comerciais, escolas, unidades de saúde e outros serviços, podendo atingir milhares de consumidores ao mesmo tempo.
Com a aproximação das férias escolares e da temporada de ventos mais fortes, comum nos meses de junho e julho, a expectativa é de aumento na prática. Especialistas recomendam que a atividade seja realizada apenas em locais abertos e afastados da rede elétrica.
Levantamento da distribuidora de energia aponta que Belém e os municípios da Região Metropolitana concentraram mais de 200 ocorrências nos quatro primeiros meses do ano. No Nordeste paraense, cidades como Castanhal, Capanema, Bragança e Paragominas registraram cerca de 232 casos. Já Marabá, Parauapebas e Tucuruí somaram 148 ocorrências. Nas regiões de Santarém e Altamira foram contabilizados 138 registros.
Orientações de segurança
Para evitar acidentes e interrupções no fornecimento de energia, a recomendação é empinar pipas apenas em áreas abertas, longe da rede elétrica, de vias movimentadas e de locais com grande circulação de pessoas.
Outro alerta é sobre o uso de cerol e da chamada linha chilena, materiais proibidos por lei devido ao risco que oferecem a motociclistas, ciclistas e pedestres. Além disso, componentes metálicos presentes nessas linhas podem provocar curtos-circuitos ao entrar em contato com a rede elétrica.
Caso uma pipa fique presa nos fios, a orientação é não tentar removê-la. Também não devem ser utilizados objetos metálicos, varas de madeira ou bambu para alcançar a fiação. A recomendação é manter distância do local e comunicar a ocorrência à distribuidora de energia pelos canais oficiais de atendimento.
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