Primeira etapa do processo seletivo especial para indígenas e quilombolas é neste domingo

Seleção é composta de uma redação e entrevista

Victor Furtado

A primeira etapa do processo Seletivo Especial (PSE/2020-1), da Universidade Federal do Pará (UFPA), para estudantes indígenas e quilombolas, será neste domingo (17). O horário é das 14h às 18h. É uma prova de Redação, que vale 10 pontos. Os alunos terão de escrever um texto, de até 30 linhas, no qual será avaliada a fidelidade ao tema e capacidade de comunicação.

Os candidatos já podem acessar o cartão de confirmação de inscrição no site do Centro de Processos Seletivos (Ceps) da UFPA. O cartão deve ser impresso, assinado e levado, junto com o RG, para fazer a prova.

A segunda etapa será de 10 a 13 de dezembro, nos mesmos locais onde os estudantes fizeram a redação. Os horários serão de 8h às 12h e de 14h às 18h. A entrevista será feita por dois professores da UFPA. Serão chamados para entrevista somente os candidatos aprovados na prova de redação.  

Para candidatos quilombolas, essas etapas serão nos municípios de Abaetetuba, Altamira, Belém, Cametá, Castanhal e Soure. Os candidatos indígenas vão passar por essas etapas em Altamira e Belém.

Todas as vagas são extras e exclusivas para candidatos quilombolas e indígenas. Principalmente para os que se encontram em condição de vulnerabilidade econômica. Outro pré-requisito é não ter sido aprovado em nenhum outro curso superior.

São quatro vagas para cada curso de graduação ofertado pela UFPA. Duas para indígenas e duas para quilombolas. Demais candidatos não devem achar que estão "perdendo vagas". Essas vagas são extras. Os candidatos podem escolher até dois cursos. As vagas não preenchidas de um público, podem ser destinadas a outro.

Para participar do PSE, os candidatos tiveram de comprovar, no processo de inscrição, o pertencimento étnico à condição de indígena ou quilombola. As declarações de pertencimento precisavam ser emitidas e assinadas por três lideranças de cada representação.

“Trata-se da continuidade, por parte da atual gestão da UFPA, de importante política de ação afirmativa, que proporciona a inclusão desses cidadãos, minorias historicamente discriminadas, como estudantes de Instituição Pública de Ensino Superior”, destaca o pró-reitor de Ensino de Graduação, professor Edmar Costa.

Esse processo conta com a participação de movimentos de estudantes indígenas e quilombolas da própria Instituição. E também lideranças sociais. Mais recentemente, essa interação com os interessados tem estado a cargo da Assessoria de Diversidade e Inclusão Social (ADIS) da UFPA, ligada ao gabinete do reitor.

Pará
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