Filas voltam à Policlínica Metropolitana: meta é atender 2 mil pessoas por dia em 42 especialidades

Com atendimento represado pela pandemia, há momentos em que procura com espera se forma dentro e fora da unidade

Cleide Magalhães

A crise da covid-19, doença ocasionada pelo novo coronavírus, deixou filas de espera de pacientes regulados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), para atendimento na Policlínica Metropolitana, na avenida Almirante Barroso, no bairro do Marco, em Belém. Com a retomada do atendimento, a Policlínica Metropolitana, há ocasiões em que filas se formam na frente e dentro da unidade. Segundo a direção do espaço, desde o último dia 1º, o atendimento das 42 especialidades clínicas e cirúrgicas, além de exames e procedimentos, segue o fluxo de atendimento. A meta é atender 2,2 mil pessoas por dia. Delas, 1,1 são mil usuários para consultas e 1,1 mil em outros procedimentos, como exames de imagens de alta e média complexidade e laboratoriais.

Depois de quase três meses, por volta das 9h desta segunda-feira (27), a vendedora Priscila Ferreira, 37 anos, retornou à Policlínica Metropolitana para pegar resultados e marcar novos exames para a mãe dela, a idosa Penina Ferreira, que tem 62 anos.

"Vim buscar os resultados dos exames do coração da mamãe, que ela fez antes da pandemia, mas a entrega estava suspensa na Policlínica devido à covid. Agora que voltou ao 'normal' aproveitei e já remarquei a endoscopia dela para dia 30 deste mês. Tem bastante gente lá dentro, algumas filas, mas o atendimento é muito bom, consegui resolver e deixei tudo em dia. A gente sempre gostou do atendimento daqui. Agora vamos levá-los às Unidades de Referência Especializada, onde a mamãe é acompanhada", afirma Priscila, que mora no bairro do Guamá, em Belém, e levou pelo menos 30 minutos para resolver tudo.

Retomada após recuo da covid-19


A Policlínica chegou a suspender, temporariamente, de 21 de abril até 30 de junho, o atendimento no seu perfil para ser transformada em porta aberta para a covid. No pico da doença, atendeu em apenas um dia cerca de 1,4 mil pessoas.

Segundo o doutor Manoel Moreira, diretor da ISSAA (Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia), que é a Organização Social contratada pelo governo do Estado do Pará que administra a Policlínica Metropolitana, o atendimento à covid não é mais realizado na unidade desde o último dia 1º, quando a Policlínica, a pedido do Governo do Estado, retomou atendimento ambulatorial de média e alta complexidade, com a meta diária de atender o total de 2,2 mil pessoas por dia.

"Atendemos os pacientes regulados pela Sespa, que estão vindo marcar os horários dos atendimentos nas nossas 42 especialidades médicas, além de exames de imagens de alta e média complexidade e laboratoriais. Nossa capacidade é atender a média diária de 1,1 mil usuários, que buscam atendimento no local pelo SUS, além de 1,1 mil atendimentos em outros procedimentos", reitera Moreira.

"Durante os serviços voltados à covid-19 o atendimento à população ficou represado e agora liberou os procedimentos. Em alguns momentos há filas, porque atendemos pacientes de todo o Estado", adimite o administrador da unidade. "Até por uma questão cultural, há pessoas que chegam mesmo antes de abrir o expediente, para serem as primeiras a serem atendidas às necessidades básicas de saúde. Mas todos são acolhidos e estamos marcando os horários de atendimento", explica Moreira.

Atendimento pode ser marcado por telefone para 42 especialidades (Ivan Duarte / O Liberal)

Agendamento por telefone


Ainda segundo ele, a gestão da Policlínica Metropolitana aprimora serviço para que a marcação dos procedimentos dos pacientes sejam feitos por meio da Central Telefônica. "Estamos instalando uma Central Telefônica, que passa por testes finais. Queremos que, a partir de agosto, o paciente já possa utilizar o serviço, sem precisar vir ao local", afirma. A Policlínica Metropolitana fica na avenida Almirante Barroso, s/n, com avenida Doutor Freitas, no Marco, em Belém - PA. Ela funciona das 7h às 19h, de segunda a sexta. 

Doutor Manoel Moreira esclarece ainda que o atendimento de novos pacientes de covid-19 continua na Policlínica Itinerante, instalada na área externa do Hangar, onde funciona o Hospital de Campanha à Covid. A Policlínica Itinerante começou a funcionar dia 1º de julho. A ação faz hoje em média de 120 atendimentos por dia.

A Policlínica Itinerante funciona todos os dias, das 8h às 18h, e ainda atende pacientes com sintomas leves e moderados para a covid-19.

"Caso haja necessidade de realizar tomografia, a Policlínica Itinerante encaminha o paciente para fazer no Hangar. Se o caso for grave, a pessoa é também encaminhada para os hospitais de referência para a covid-19", esclarece o doutor Manoel Moreira, diretor da ISSAA.

Pará
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