Imunizados fora do país, paraenses torcem por vacinação no Brasil

Médico e jornalista já estão no aguardo para receberem segunda dose da vacina contra covid-19

Eduardo Rocha

A torcida para que a vacinação dos brasileiros contra a covid-19 tenha início envolve, em particular, cidadãos que moram fora do país, como os paraenses Patrick de Almeida, nos Estados Unidos, e Jacob Serruya, em Israel. Ainda nesta semana, ambos deverão receber a segunda dose da medicação.

O médico Patrick de Almeida tomou a primeira dose da vacina da Pfizer (a qual é dada em duas partes) em 22 de dezembro, em Belleville, cidade americana do estado de Nova Jersey. Como ele próprio informa, "a segunda parte receberei dia 12 de janeiro". "A única reação que tive foi dor no ombro esquerdo, local onde levei a injeção e está sendo a reação adversa mais comum; porém depois de 24 horas meu braço ficou normal", declara.

Patrick destaca, com relação ao segundo momento da medicação, que "como toda comunidade médica minhas expectativas são as maiores possíveis, pois sabemos que a maioria dos vírus não tem um remédio específico e o vírus que causa o covid-19 não é exceção, sendo que a única forma de lidar e combater esta doença é através da criação de anticorpos e estes são só criados através de contato com a doença (uma forma perigosa de obter anticorpo e que às vezes não chega ser duradoura o que já comprovamos que no covid-19 os anticorpos somem entre 3-6 meses em sua maioria) ou através de vacinação, a melhor forma de combater uma pandemia causada por um vírus".

Patrick aguarda a segunda dose nos EUA e acompanha as notícias sobre o início da imunização no Brasil (Arquivo Pessoal)

De acordo com o médico, é inegável que os EUA estão sofrendo muito com a segunda onda ou em alguns casos com a primeira onda do coronavírus. "Os Estados mais abalados estão concentrados no Oeste americano, os quais não foram tão abalados na primeira onda, a qual afetou mais o lado Leste onde moro. Talvez esse seja um fator que agora há mais caso lá do que aqui (no sentido de que mais infectados no lado leste que ainda tem alguma proteção imunológica, mais restrições aqui do que lá inicialmente), além disso temos que adicionar que os meses de novembro e dezembro houve feridos com ações de graças e as comemorações de fim de ano que costumam reunir famílias juntas. Então, agora vemos o resultado disso". A grande maioria dos familiares de Patrick ainda não foi vacinada, dado que o processo de vacinação se dá por escala. "Primeiro, os trabalhadores hospitalares e idosos que vivem em casa auxiliares; agora nesse momento se estendeu para policiais/ trabalhadores de clinicas / primeiros socorros / bombeiros / e professores. Depois, virá a população em geral", acrescenta.

O médico costuma conferir notícias do Brasil. "Infelizmente, os números de casos aí (no Brasil) também são bastante altos. Sei que o processo de vacinação ainda não foi implementado, acho que está sendo muito tardio, apesar que também entendo que um processo desse necessita dinheiro, logística e organização em larga escala massa, fatores que às vezes chegam ser de grande obstáculos no Brasil. Porém, espero que com o surgimento da CoronaVac e com as compras das demais vacinas o Brasil comece logo seu processo de vacinação", completa.

Em Israel

A torcida pela vacinação no Brasil também se expressa em Israel, onde mora o jornalista paraense Jacob Serruya com a família dele. Jacob conta que recebeu a primeira dose da vacina em 21 de dezembro de 2020, no hospital em que trabalha, no norte de Israel. "Não tive nenhuma reação; a única reação da vacina é que fica dolorido no local. E a segunda dose da vacina eu vou tomar agora, dia 13, à uma e meia da tarde. A minha expectativa é da tranquilidade, porque a vacina para ser eficaz ela tem que ter duas doses. É uma alegria enorme ter esse privilégio de poder estar imunizado desse vírus tão perigoso", declara o repórter cinematográfico.

Jacob acompanha o crescimento de casos e mortes no mundo e a mutação do vírus. Por isso, mesmo recebendo as duas doses da vacinação, ele pretende manter o uso de máscara, álcool em gel e mantendo o distanciamento social. Ele relata que Israel encontra-se em lockdown, por causa da alta no contágio. "Não podemos baixar a guarda para esse vírus; temos que nos cuidar sempre", enfatiza. Jacob ficou feliz em saber que o Governo do Pará atua para começar a vacinar os paraenses o mais breve possível. "Eu tenho muito otimismo que isso aconteça", diz. "Sabe que o Brasil é gigantesco, né? Eu espero que em 2021 todos os brasileiros consigam se vacinar", acrescenta.

Pará
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