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Pará não tem risco iminente de tempestade de areia, aponta Inmet

Cenário meteorológico e ambiental não favorece de fenômeno visto em outros estados

O Liberal

 

O Pará não tem risco iminente de registrar tempestade de areia na magnitude e duração como verificado em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Isso porque o Estado não apresenta os fatores relacionados à ocorrência do fenômeno. A informação é repassada, nesta quarta-feira (20), por José Raimundo Souza, diretor do 2º Distrito (2º Disme) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com sede em Belém.

Muita gente anda preocupada com a possibilidade de o fenômeno ocorrer em território paraense, a partir do fato de que tempestades de areia fizeram estragos no Mato Grosso do Sul na sexta-feira (15) e em São Paulo. O meteorologista Mamedes Luiz Melo, do Inmet, disse que o fenômeno é comum em áreas agrícolas e explica por que ele acontece. Mamedes chegou a afirmar que qualquer lugar do país que esteja com condições climáticas favoráveis à tempestade está sujeito a receber o fenômeno. No entanto, garantiu que, após um ou dois episódios de chuva, a poeira tende a sedimentar dando fim às tempestades de poeira.

Condições

Ao comentar o assunto, José Raimundo Souza, do Inmet no Pará, destacou nesta quarta-feira (20) que essas condições para a tempestade de areia abrangem altas temperaturas, dias sem chuva, baixa umidade do ar e área grande com terreno arenoso e descampado, sem vegetação alguma. "No Pará não se tem terreno aeronoso em grandes proporções para a poeira levantar", pontua José Raimundo. Ele observa que áreas descampadas no Estado têm em geral vegetação e gado, e que o solo não é arenoso.

"É claro que na natureza, nada pode ser descartado. Mas é muito pouco provável se ter esse tipo de ocorrência aqui com a areia, cobrindo uma cidade, uma parede de dez metros de altura de poeira", salienta José Raimundo.

Temperatura e chuvas

Sobre a temperatura, o Inmet verificou na Grande Belém a temperatura de 35ºC em 1º de julho. Foram 35.5ºC em 5 de agosto.No entanto, em setembro, a temperatura baixou para 34.3ºC. A temperatura oscila, incluindo alguns dias de alta.

Com relação a chuvas, mesmo com períodos de estiagem prolongada no Sul do Pará, nessa região com potencial agrícola o tipo de solo é diferente dos de São Paulo e Mato Grosso do Sul, como frisa o diretor do Inmet.

Na Grande Belém, agosto e setembro de 2021 foi o período mais chuvoso em 100 anos de medição do Inmet, superando as médias históricas. A média de agosto era 134.8 ml e choveu 298.6 ml (131% acima do previsto); a de setembro, em 128.2 ml também foi superada: 330.6 em 21 dias. Em agosto e setembro, houve chuvas fortes, com descarga elétrica e ventos. Com as chuvas, fica difícil a areia ser levantada.

Outubro registra mais de 15 dias com chuva em 20 dias, na Grande Belém. A capital paraense mostra-se com dias nublados e chuvas à tarde e à noite. As chuvas também têm caído no Sul do Pará.

O Inmet verifica que tem chovido forte no Pará em meses do segundo semestre considerado mais seco a cada ano, por causa do fenômeno El Niño, que esfria as águas do Oceano Pacífico que se juntam com as do Atlântico favorecendo a formação de nuvens de chuva sobre a região paraense. As temperaturas têm se mantido altas no Estado ainda que Belém tenha registrado baixas no começo da noite e de madrugada.

Belém e região litorânea do Pará registram também alta umidade relativa do ar, porque a atmosfera mostra-se mais úmida em decorrência de lagos e oceanos. A baixa umidade relativa do ar corresponde a uma taxa de menos de 30%. Belém já chegou a 45%, ou seja, ainda em alta umidade. No Sul do Pará, a umidade do ar pode chegar a menos de 30% de julho até setembro.Mas, em outubro, com a chuvas, a tendência é a umidade relativa do ar se elevar.  

Pará
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