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Pará começa a promover busca ativa de casos suspeitos de sarampo e rubéola

De acordo com a Sespa, a ação nacional Dia "S", para reforçar as ações contra o sarampo em todo Brasil, começou por meio dos 13 Centros Regionais de Saúde no Pará

O Liberal

O Pará começou a promover a busca ativa de casos suspeitos de sarampo e rubéola e a imunização contra a doença grave e altamente contagiosa causada por um vírus. De acordo com a Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa), os municípios paraenses estão sendo incentivados a realizarem o Dia "S", ação do Ministério da Saúde (MS) para reforçar as ações contra o sarampo em todo Brasil. No Pará, a ação começou na terça-feira (13), por meio dos 13 Centros Regionais de Saúde da Sespa.

A estratégia faz parte do plano do governo federal e tem por objetivo manter a vigilância ativa frente a casos suspeitos de sarampo e rubéola, além de contribuir na eliminação do surto de sarampo do país.

Este ano, os estados do Pará, Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo registraram casos de sarampo, e o Dia “S” busca a eliminação do vírus em todo o território nacional até o ano de 2023, com a participação dos três níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), federal, estadual e municipal.

O Brasil havia recebido a certificação de "Região das Américas livre do sarampo", no ano de 2016. No entanto, em 2018, o país registrou a reintrodução do vírus. Isso ocorreu em razão das baixas coberturas vacinais, o que também provocou surtos da doença, e, consequentemente, a perda da certificação de país livre do sarampo.

Segundo a Sespa, o Pará registrou dois casos este ano. "A Sespa orienta os serviços de saúde dos municípios na busca ativa de pessoas com suspeita da doença. A ação iniciada nesta terça-feira também objetiva documentar a ausência de circulação do vírus.", destacou a Secretaria.

A coordenadora de Vigilância, Adriana Veras, explicou como é feita a orientação. “Para esse trabalho, a Sespa orientou que os profissionais das Secretarias Municipais de Saúde resgatem os registros de atendimentos dos últimos 30 dias de cada serviço de saúde, para identificar se algum caso com os sinais e sintomas da doença não passou despercebido pela vigilância municipal”, disse.

Busca ativa

A busca ativa é feita para identificação e captação de casos suspeitos de sarampo ou rubéola nos estabelecimentos de saúde públicos ou privados, além de residências, creches, escolas, instituições de curta e longa permanência, ambientes de trabalho, entre outros. Os casos identificados devem ser notificados e seguir com a investigação e coleta de amostras clínicas, dentro dos critérios recomendados para a classificação e resultado final.

Vacina tríplice viral

Nas ações orientadas pela Sespa, intensificou-se a importância da vacinação junto aos municípios. A vacina tríplice viral, que além do sarampo, também protege contra a caxumba e rubéola, está disponível em todas as salas de vacinação do país. O esquema vacinal é de duas doses para pessoas de até 29 anos.

A tríplice viral faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, focada em atualizar a carteirinha de vacinação de crianças e adolescentes, até 15 anos. A mobilização vai até o dia 30 de setembro. No Pará, a meta da campanha está em 42%, conforme indicam os dados do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Dados e Informações Estratégicas em Saúde, do Ministério da Saúde.

Sobre o sarampo

O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa causada por um vírus. Pode ser prevenida por uma vacina segura e eficaz, cujas doses devem ser administradas conforme o calendário nacional de vacinação.

A transmissão do vírus do sarampo ocorre, sobretudo, de pessoa para pessoa, por via respiratória: tosse, espirro, fala e respiração. Febre, manchas pelo corpo, tosse, irritação ocular e secreção nasal são os principais sintomas. Há risco de desenvolver infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e casos graves matam, principalmente, em crianças menores de 5 anos de idade.

Palavras-chave

Pará
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