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Ministério das Cidades e Defesa Civil Nacional vistoriam áreas atingidas por chuvas em Marituba

A ação ocorre com o objetivo avaliar, de forma direta, os impactos provocados pelo temporal que atingiu a cidade na última sexta-feira (20).

O Liberal
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Representantes do Ministério das Cidades e da Defesa Civil Nacional realizam, na manhã desta segunda-feira (23), uma vistoria técnica nas áreas atingidas pelas fortes chuvas no município de Marituba, na Região Metropolitana de Belém. A ação tem como objetivo avaliar, de forma direta, os impactos provocados pelo temporal que atingiu a cidade na última sexta-feira (20).

A agenda é liderada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, acompanhado por técnicos da Defesa Civil Nacional. Também participam da vistoria o governador do Pará, Helder Barbalho; a vice-governadora, Hana Ghassan; a prefeita de Marituba, Patrícia Alencar; além de equipes das defesas civis municipal e estadual, que atuam de forma integrada no levantamento das informações. As autoridades percorrem os pontos mais afetados, incluindo regiões atingidas por alagamentos e pela cheia do rio Uriboca. As chuvas deixaram um rastro de destruição, com prejuízos estruturais e diversas famílias impactadas.

Desde o ocorrido, o ministro vem acompanhando a situação do município e articulou, junto ao ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o envio da equipe federal para reforçar a análise dos danos. A vistoria deve subsidiar a elaboração de um relatório técnico detalhado. Com base nesse levantamento, Marituba poderá ter a situação de emergência reconhecida pela Defesa Civil Nacional, o que possibilita o acesso a recursos federais destinados a obras de infraestrutura, ações de prevenção e reconstrução de moradias.

Durante a vistoria, o ministro Jader Filho detalhou as ações previstas pelo Governo Federal e destacou que o primeiro passo é prestar apoio imediato às famílias atingidas. “Nós estamos aqui, antes de tudo, prestando solidariedade às famílias afetadas. Muitas estão com suas casas condenadas, sem condições de retorno. Então, a prioridade inicial é garantir assistência com água, colchões, alimentos, material de higiene e limpeza, além de roupas”, afirmou.

Segundo ele, a visita técnica também tem como finalidade alinhar, junto à prefeitura, as demandas mais urgentes. “Nós viemos trazer a palavra do Governo do Brasil para que o município apresente um plano com suas necessidades. A partir disso, o governo poderá liberar recursos para atender essas famílias”, disse.

O ministro ressaltou ainda a importância da avaliação estrutural dos imóveis atingidos. “É fundamental verificar as casas. Já temos técnicos da Defesa Civil Nacional atuando junto com a Defesa Civil Municipal para avaliar cada situação. Em muitos casos, como este que estamos vendo aqui, há indícios de que o imóvel esteja condenado, mas isso ainda depende de laudo técnico de engenharia”, explicou Jader Filho.

Auxílio

Sobre as famílias que perderam suas residências, Jader Filho destacou uma alternativa por meio do programa habitacional federal. Ele informou que o Governo Federal deve garantir atendimento às famílias que tiveram as casas destruídas ou interditadas.

“Todas as famílias que tiverem suas casas condenadas ou destruídas vão receber um lar de volta. Com o Minha Casa Minha Vida, na modalidade Compra Assistida, a gente entrega um cheque para que a própria família escolha onde vai morar, desde que não seja em área de risco”, afirmou.

O ministro também mencionou investimentos já previstos para reduzir os impactos de alagamentos na região. “Nós já destinamos, em novembro do ano passado, R$ 25 milhões para obras de macrodrenagem no rio Uriboca, justamente para enfrentar esse problema histórico de alagamentos”, disse.

De acordo com ele, técnicos do Ministério das Cidades chegaram a Belém nesta segunda-feira para reavaliar o projeto. Ele explicou que a proposta será analisada novamente para verificar se ainda atende à realidade atual do município, considerando a intensidade das chuvas recentes, apontadas por moradores como atípicas.

“Precisamos entender se o projeto continua adequado diante dessa nova realidade. Pelo que ouvimos da população, nunca havia ocorrido uma enxurrada dessa dimensão”, completou.

Por fim, o ministro reforçou que as ações envolvem medidas emergenciais e estruturais. “Primeiro, garantir assistência imediata às famílias. Depois, assegurar moradia para quem perdeu tudo. E, ao mesmo tempo, avançar em uma solução definitiva, com obras de macrodrenagem, em parceria entre o Governo Federal, o Estado e o município”, concluiu.

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