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Manguezais: websérie mostra valor desses ecossistemas no Pará e ações para preservá-los

Público vai poder conferir no LibPlay e na Rare Brasil a partir desta sexta (8)

O Liberal

O Grupo Liberal traz para o público, a partir desta sexta-feira (8), um trabalho que registra a vida de pescadores artesanais e sua relação direta com os manguezais no Pará e a conexão entre esses espaços e as mudanças climáticas: a websérie “Pesca para Sempre”, produzida pela organização não governamental Rare Brasil.

Essa parceria possibilita o acesso de pessoas em diferentes idades a conteúdos expondo o fato de que o Pará possui a maior extensão de manguezais do mundo, com farta biodiversidade que serve de casa e sustento para cerca de 125 mil pessoas que vivem da pesca artesanal. 

No caso, mulheres e homens que atuam como guardiões do mangue, ecossistema que garante a redução do CO2 (gás carbônico) responsável pelo aquecimento global, por sua alta capacidade de armazenar carbono. A Associação Rare do Brasil é uma organização da sociedade civil fundada em 2014, que atua na promoção da pesca artesanal sustentável na costa marinha brasileira. A organização vem implementando o programa “Pesca para Sempre” em diferentes países do mundo, e no Brasil foca os esforços no Estado do Pará, fomentando a gestão de base comunitária para a pesca na costa Amazônica.

A importância econômica, social e ambiental dos manguezais e a relação das comunidades costeiras com este território é tema da segunda temporada da websérie “Pesca para Sempre”, que celebra o Ano Internacional da Pesca e Aquicultura Artesanais. A websérie pode ser acessada no LibPlay e no YouTube da Rare Brasil.

O trabalho mostra as ações do programa “Pesca para Sempre” no Pará, desenvolvido pela Rare em parceria com pescadores, lideranças comunitárias, associações, instituições governamentais e universidades para o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca artesanal no estado - que abriga 12 Reservas Extrativistas Marinhas, um tipo de unidade de conservação destinada a proteger as espécies de fauna e da flora locais e também o modo de vida de comunidades tradicionais.

“A pesca artesanal é uma cultura tradicional bastante ameaçada ao longo do litoral brasileiro. E a websérie destaca o importante papel dos pescadores e pescadoras das comunidades costeiras para a segurança alimentar e conservação dos ecossistemas marinhos que hoje são fundamentais para mitigar os impactos das mudanças climáticas globais”, diz Enrico Marone, gerente de Comunicação da Rare.

A temporada é lançada no ano escolhido pela ONU/FAO para dar visibilidade à importância do setor dentro da Agenda dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável, que busca reconhecer e capacitar trabalhadores da pesca para que possam continuar a contribuir para a manutenção da vida na água, o bem-estar humano, sistemas alimentares saudáveis e erradicação da pobreza por meio do uso responsável dos recursos.

A websérie é promovida pela Rare, com apoio das Associações dos Usuários das Reservas Extrativistas Marinhas e Costeiras (AUREMs) e Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (Confrem), entre outros.

A série

O lançamento dá continuidade ao projeto audiovisual da Rare sobre as reservas extrativistas da  área costeira paraense. A primeira temporada reuniu 16 episódios. Esta segunda etapa da websérie “Pesca para Sempre” amplia a iniciativa, com mais cinco episódios. O episódio de abertura é o “Mães do mangue - rede de mulheres protagonistas da conservação”, sobre a mobilização para organizar e fortalecer a atuação das trabalhadoras por meio de iniciativas como o Clube de Poupança.

No Pará, já são 22 grupos organizados nas reservas extrativistas que beneficiam mais de 300 mulheres. Além da poupança individual, o projeto forma uma poupança comunitária. Cada mulher contribui com uma taxa coletiva fixa, cujo uso da verba é investido na comunidade.

“Cuidar das mulheres é cuidar dos manguezais. Então o programa proporciona educação financeira, para que as trabalhadoras cheguem aos espaços de decisão a respeito das áreas protegidas”, diz Bruna Martins, gerente do programa Pesca para Sempre, da Rare Brasil.

O segundo vídeo, intitulado “Mercado justo da pesca artesanal”, mostra os desafios para implementar a cadeia de valor da pesca para que as famílias extrativistas aumentem sua renda e vivam em situações de trabalho mais justas e dignas. Um dos projetos desenvolvidos com este objetivo é o Paneiro do Mangal, que reúne diversos itens produzidos nas reservas e são vendidos diretamente ao consumidor, sem atravessadores e escoando a produção de forma diversificada.

O episódio “Coastal 500 – uma rede de lideranças públicas em prol da pesca artesanal” fala sobre a participação de municípios e prefeitos no fortalecimento de uma rede colaborativa de suporte à pesca sustentável na costa amazônica. A rede Coastal 500 elaborou um guia de ação com atividades programáticas, políticas e financeiras para compromissos de gestão pesqueira, e atualmente atua em parceria com os municípios de São João da Ponta, São Caetano de Odivelas, Colares, Magalhães Barata, Maracanã, Santarém Novo, Marapanim, Augusto Corrêa, Bragança e Viseu.

O quarto episódio desdobra a temática e mostra que o programa “Pesca para Sempre” cresce com apoio de universidades, associações e líderes comunitários. “O programa é importantíssimo porque evoluiu para um modelo que capacita indivíduos e instituições que atuam para o fortalecimento das áreas protegidas, replicando esse conhecimento e a sensibilização sobre os manguezais”, destaca Bruna Martins.

A websérie encerra com o debate atual e urgente sobre as mudanças climáticas e o papel fundamental do mangue amazônico nesse contexto. Nas reservas extrativistas, a Rare desenvolve o projeto “Clima para Sempre”, que busca conscientizar a sociedade sobre este ecossistema capaz de armazenar 5 vezes mais carbono que as florestas tropicais.

“Este assunto é muito relevante no Pará, uma vez que temos a maior extensão de manguezal do mundo, e o mangue regula o clima do planeta.  As comunidades costeiras, por serem guardiãs desse território, desempenham um papel essencial”, explica Enrico Marone.

Pará
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