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Inverno amazônico exige atenção redobrada com o mofo e a saúde

Crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido estão entre os grupos de maior risco

Bruna Lima
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Com o perído do inverno amazônico, marcado por chuvas intensas e alta umidade, um velho problema volta a preocupar moradores da região: o mofo dentro de casa. Além de causar danos estruturais, ele representa um risco significativo à saúde, especialmente para pessoas mais vulneráveis.

De acordo com o especialista em clínica médica William Rodrigues Costa, o mofo é resultado do acúmulo de fungos e microrganismos que se proliferam com facilidade em ambientes úmidos e pouco ventilados.

“Esse acúmulo aumenta principalmente os casos de infecções das vias aéreas superiores e também desencadeia diversas reações alérgicas”, explica.

Pessoas que já convivem com doenças respiratórias, como asma, rinite alérgica e bronquite são ainda mais afetadas. Isso porque o mofo libera partículas com alto potencial alergênico.

Segundo o médico, essas substâncias podem provocar reações que vão além do sistema respiratório. “Após o contato, as manifestações podem ser respiratórias, de pele ou até intestinais, variando de quadros leves a mais graves”, alerta.

Alguns sintomas podem indicar que o mofo já está prejudicando a saúde. Entre os principais estão: espirros frequentes, tosse persistente, coceira no corpo, chiado no peito, dificuldade para respirar, manchas vermelhas na pele e diarreia. “Quando esses sinais começam a aparecer, é importante investigar o ambiente doméstico”, orienta o especialista.

Grupos mais vulneráveis

Crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido estão entre os grupos de maior risco. Nesses casos, a exposição ao mofo pode levar a complicações mais sérias.

“Os quadros alérgicos podem evoluir para infecções respiratórias bacterianas ou até insuficiência respiratória grave, com risco de morte”, destaca William Rodrigues Costa.

A recomendação é buscar atendimento médico sempre que os sintomas respiratórios forem intensos, surgirem de forma repentina ou apresentarem piora progressiva.

“Casos com falta de ar, chiado no peito ou tosse persistente devem ser avaliados por um profissional para evitar complicações”, reforça o especialista.

Em regiões como a Amazônia, onde a umidade é constante, alguns cuidados simples podem fazer toda a diferença para evitar o surgimento do mofo:

  • Manter a casa sempre arejada
  • Permitir a entrada de luz natural
  • Lavar semanalmente roupas de cama, cortinas e tapetes
  • Secar itens ao sol sempre que possível
  • Limpar paredes e pisos com frequência
  • Evitar acúmulo de pelos de animais
  • Não encostar móveis diretamente nas paredes

Algumas formas de evitar o mofo no inverno amazônico dentro de casa é abrir as janelas diariamente, deixar o sol entrar, afastar móveis das paredes, evitar ambientes fechados por muito tempo, cuidados com tecidos. lavar semanalmente roupas de cama, higienizar cortinas e tapetes, limpar paredes e pisos regularmente, evitar acúmulo de poeira e pelos. 

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