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Hantavírus: o que é a doença, como acontece a transmissão e quais são os sintomas

Surto em cruzeiro internacional reacende alerta sobre a infecção viral transmitida por roedores silvestres

O Liberal
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Casos de hantavírus registrados em um cruzeiro internacional no Atlântico voltaram a chamar atenção para a doença, considerada rara, mas potencialmente grave. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou cinco infecções entre passageiros do navio MV Hondius, incluindo três mortes. Apesar da repercussão, o órgão informou que o risco de disseminação em larga escala é baixo.

O hantavírus é um grupo de vírus transmitido principalmente por roedores silvestres. A infecção em humanos ocorre quando a pessoa entra em contato com partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais, especialmente em ambientes fechados e sem ventilação.

A infectologista Rita Medeiros, do Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, explica que a principal forma de transmissão acontece pela inalação de partículas contaminadas que ficam suspensas no ar. Isso pode ocorrer durante a limpeza de casas de campo, depósitos, galpões, celeiros ou locais fechados por muito tempo e com sinais de infestação de ratos.

“Quando esses ambientes são varridos ou mexidos sem cuidado, partículas contaminadas podem se espalhar no ar e ser inaladas”, explica a médica.

image A infectologista Rita Medeiros explica que a principal forma de transmissão acontece pela inalação de partículas contaminadas (Divulgação/ Ascom/ EBSERH)

A doença não costuma ser transmitida facilmente entre pessoas. Segundo especialistas, esse tipo de transmissão é considerado extremamente raro e está associado apenas a uma variante específica do vírus identificada em alguns países da América do Sul.

Os primeiros sintomas do hantavírus podem se parecer com os de uma gripe forte. Entre os sinais mais comuns estão febre, dores musculares, dor de cabeça, cansaço, náuseas e mal-estar. Em muitos casos, a doença pode evoluir rapidamente para complicações respiratórias graves.

Nas Américas, incluindo o Brasil, a forma mais frequente da doença afeta principalmente os pulmões e o coração, causando falta de ar intensa e insuficiência respiratória. Já em países da Europa e da Ásia, há registros mais comuns de alterações renais e quadros hemorrágicos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou 1.386 casos confirmados entre 2007 e 2024, com 540 mortes no período. Apesar da alta taxa de letalidade, especialistas destacam que pacientes diagnosticados rapidamente e que recebem suporte médico adequado têm maiores chances de recuperação.

Atualmente, não existe vacina nem tratamento antiviral específico contra o hantavírus. O atendimento é baseado no controle dos sintomas e no suporte hospitalar, principalmente nos casos respiratórios mais graves.

A prevenção depende principalmente do controle de roedores e dos cuidados na limpeza de ambientes fechados. A recomendação é manter os locais ventilados antes da limpeza, evitar levantar poeira e usar máscara e luvas em áreas com possível presença de fezes ou urina de ratos.

Especialistas também orientam armazenar alimentos corretamente, descartar lixo de forma adequada e impedir o acesso de roedores às residências e depósitos.

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