Governo do Estado inicia 27 mil testes para covid-19 em Belém e Ananindeua

A pesquisa epidemiológica se estende para mais 50 municípios, a partir de segunda-feira

Cleide Magalhães

Na manhã desta terça-feira (30), a Universidade do Estado do Pará (Uepa) começou a primeira fase de uma pesquisa epidemiológica com aplicação de testes e questionários relacionados à covid-19 em Belém e Ananindeua. Na próxima segunda (6), a pesquisa de campo se estende para mais 50 municípios do Pará, que fazem parte de oito regiões de saúde.

Em todo o Pará, serão 27 mil testes aplicados, isto é, 27 mil residências visitadas. A iniciativa faz parte do estudo "Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19" capitaneado pelo governo do Estado. A pesquisa deve subsidiar o planejamento e a implementação de políticas públicas eficientes para o enfrentamento da pandemia em todas as regiões paraenses.   

Começo é por seis bairros


Por volta das 9h30 desta terça (30), 13 alunos da Uepa se concentravam no hall da Reitoria da Uepa, no bairro do Telégrafo, em Belém, para partirem para pesquisa de campo em seis bairros de Belém (Condor, Cremação, Guamá, Canudos, Terra firme e Jurunas) e quatro de Ananindeua (Paar, Distrito Industrial, Cidade Nova e Maguari). A missão deles é aplicar de 520 testes  e dar orientações à população nas residências dessas 11 localidades. Cada um dos 13 alunos tem que aplicar dez testes por dia, ao longo dos próximos quatro dias. A testagem é aleatória para a covid-19, chamada de ‘Teste do IGG’. 

Para o estudante João Pedro Cunha, 23 anos, que participa da pesquisa de campo e percorre, até sexta (3), pelo bairro do Guamá, a experiência ajuda a informar, educar e cuidar das pessoas diante da pandemia. "Acho minha participação importante porque ajuda na disseminação da informação, da educação e da pesquisa acerca da situação da covid-19. Além do cuidado que temos com as pessoas, por ser tratar de um vírus novo buscamos divulgar e ensinar aquilo que já temos noção e sabedoria", afirma João Pedro, um dos pesquisadores no projeto e é estudante do sexto semestre do curso de Enfermagem da Uepa. 

Na visão de Clay Anderson Chagas, vice-reitor e um dos coordenadores da pesquisa pela Uepa, o projeto é importante porque ajudará na compreensão da expansão e do perfil da pandemia no Pará. "Pela dimensão do Pará, sabemos que o comportamento do vírus não é igual em cada região. O estudo vai nos ajudar a termos maior compreensão da pandemia e auxiliar o governo a planejar e tomar atitudes que possam ajudar no maior combate da pandemia", afirma Chagas. 

Testes serão feitos nas oito regiões do Pará (Ivan Duarte / O Liberal)

Pesquisa será em duas etapas 


O projeto é coordenado por técnicos da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), professores da Universidade do Estado do Pará (Uepa) e pesquisadores do Instituto Acertar, que é uma instituição da Região Norte especializada em pesquisas quantitativas e qualitativas. Nele, a Uepa tem várias funções. 

"A primeira está ligada à logística, pois o projeto é amplo. Envolve 208 alunos da área da saúde da universidade, predominantemente do curso de Enfermagem e de praticamente de todos os campi. São oito coordenadores regionais da área da enfermagem e cinco locais. Cabe a nós aplicarmos os testes e questionários, distribuição de material informativo. Além disso, fazer análise das informações que chegam de campo", explica o vice-reitor da Uepa.  

Clay  Chagas esclarece ainda que, nesta terça (30), a primeira fase do projeto iniciou em Belém e Ananindeua. E que, na próxima segunda (6), começa em mais 50 municípios. "Após 20 dias, em média, a mesma metodologia é repetida nas localidades. A ideia, inicialmente, é testar 27 mil pessoas aproximadamente. As equipes devem ficar de quatro a cinco dias em cada região”, complementou Chagas, um dos coordenadores da pesquisa pela Uepa. 

A pesquisa utiliza os testes rápidos como base, os quais emitem resultados após 15 ou 20 minutos e indicam se a pessoa tem ou não os anticorpos do novo coronavírus. São abordadas pessoas de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 16 anos, residentes nos domicílios de abrangência do estudo. 

Durante a pesquisa os profissionais e estudantes utilizam equipamentos de proteção individual, conforme orientação do Ministério da Saúde, e vão até as residências selecionadas, de acordo com a programação e metodologia do trabalho. Todos os dados serão repassados à Sespa para que, em seguida, sejam disponibilizados à população.

Pará
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