Golfinho encontrado morto em praia de Colares foi encaminhado para análise na UFPA

Após ser localizado por moradores na faixa de areia, o animal foi enviado para análise técnica no laboratório da instituilção, em Castanhal

O Liberal
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O golfinho encontrado morto na manhã da última quinta-feira (8) na praia do Humaitá, em Colares, nordeste do Pará, foi recolhido por equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmac) e da Defesa Civil Municipal. O animal foi localizado por moradores já sem vida na faixa de areia, que acionaram as autoridades ambientais.

Os agentes encaminharam o corpo ao Laboratório de Análise Clínica de Animais Silvestres da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Castanhal, onde serão realizados exames.

Segundo a Semmac, uma análise preliminar das características externas descartou que o animal fosse uma toninha-comum, espécie ameaçada de extinção que também ocorre no litoral paraense. De acordo com a prefeitura, o porte e o formato do corpo e do focinho indicam compatibilidade com um golfinho-de-Fraser, espécie presente no litoral amazônico.

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image Golfinho é encontrado morto na praia do Humaitá, em Colares
Moradores localizaram o animal na faixa de areia e acionaram órgãos ambientais para apurar as causas da morte

Lesões podem indicar interação humana

O golfinho apresentava lesões que podem estar relacionadas à interação com atividades humanas, como redes de pesca ou colisão com embarcações. No entanto, a causa da morte ainda não foi confirmada.

O encaminhamento ao laboratório da UFPA foi realizado sob responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio do Projeto Bicho D’Água, que deverá conduzir análises detalhadas para auxiliar na identificação da causa da morte e no monitoramento da fauna marinha da região.

Orientação à população e investigação do caso

A Semmac reforçou que a população não deve tocar ou manusear animais silvestres, vivos ou mortos, e orienta que casos de encalhe sejam comunicados imediatamente aos órgãos ambientais competentes. Segundo o órgão, essas ocorrências são essenciais para ações de conservação das espécies que habitam o litoral paraense.

Em nota, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) informou que não foi notificada sobre o caso. “A Semas disponibiliza um canal para denúncias por meio do app Semas Pará, ou pelos canais de ouvidoria por meio dos contatos: ouvidoria@semas.pa.gov.br e (91) 3284-9143”, informou o órgão.

A Redação Integrada de O Liberal solicitou mais detalhes sobre o caso à UFPA e à Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e aguarda retorno.

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