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Estudantes buscam Marabá por opção de cursos de nível superior

Pelas ruas da cidade, não é raro ver ônibus com identificação de outros municípios trafegando com alunos entre uma faculdade e outra

Tay Marquioro

Ao longo da sua história, Marabá carrega uma composição populacional muito influenciada por culturas de pessoas de outras cidades da região e até outros estados do país. A densidade populacional da cidade, que sempre sofreu influência de ciclos econômicos e grandes projetos, atualmente se vê inflada por outro grande fator de atração de pessoas: as instituições de ensino superior. Isto porque as faculdades e universidades que têm campi em Marabá são muito procuradas por jovens vindos de outros municípios com poucas ou nenhuma opção de cursos de nível superior. 

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Carolline Portela, de 24 anos, é uma dessas pessoas que migrou de cidade em busca de formação profissional. Ao concluir o ensino médio em 2015, quando morava com a família em Rondon do Pará, a 145 quilômetros de Marabá, ela se viu em um dilema. “Eu precisava dar continuidade aos meus estudos, mas quando eu morava lá, as poucas opções que tinham eram de cursos a distância e não era isso o que eu queria”, conta. “Na época, eu e minha mãe avaliamos que era melhor eu vir para Marabá para poder concluir os estudos”.

Mudando de cidade em busca de uma vaga na universidade, Carolline logo cursou alguns semestres de Engenharia Civil em uma faculdade particular. Posteriormente, migrou de área e agora está no segundo período de Psicologia. Apesar de já ter se ambientado na nova morada, ela não esquece as dificuldades pelas quais passou e tem passado para se manter na universidade. “É um sentimento de perda muito grande. A gente perde em conforto, pede em comodidade para aprender a viver sozinho e focar nas aulas. Morar fora nem sempre é um sonho, como muita gente pensa que é. Até hoje, eu não vejo essa como a minha casa”, revela a jovem.

Aluna de Ciências Sociais na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Andreia Milhomem, de 25 anos, se viu no mesmo impasse. “Terminei o ensino médio em 2013, em São Geraldo do Araguaia, e não tinha ensino superior lá na época. Hoje, até que tem ofertas de cursos, mas são poucas opções. A grande maioria é licenciatura”, conta a jovem. Atualmente, concluindo bacharelado em Ciências Sociais, ela reflete sobre o que passou ao chegar na nova cidade. “Eu tinha um apoio que eu não tenho aqui. Eu vim sozinha e não tinha com quem contar. Os laços que tenho hoje eu construí com o tempo, mas era eu por mim mesma”, afirma.

Pelas ruas da cidade, não é raro ver ônibus com identificação de outros municípios trafegando com alunos entre uma faculdade e outra. Em cidades mais próximas, é comum que as prefeituras viabilizem o transporte de estudantes para que estes consigam acompanhar as aulas. Em Jacundá, por exemplo, município que fica a aproximadamente 100 quilômetros de Marabá, todos os dias saem ônibus com aproximadamente 150 alunos de diversas instituições. Os estudantes são deixados em diversos pontos de Marabá e depois apanhados para voltar à cidade de origem, em um trajeto que é feito em quase duas horas de viagem.

Se considerarmos só a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), que possui 8.668 alunos de graduação, há alunos de São Félix do Xingu, Santana do Araguaia e Xinguara.

 

Pará
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