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Especialista alerta sobre o AVC, doença que leva à morte cerca de 100 mil brasileiros todos os anos

Uma das vítimas da doença foi o ator Tom Veiga, intérprete do Louro José, do “Mais Você”

Cleide Magalhães

Todos os anos cerca de 100 mil pessoas perdem a vida por causa do acidente vascular cerebral, segundo dados do Ministério da Saúde. Essa doença silenciosa é a segunda causa de morte no País, ficando atrás apenas das doenças cardíacas. Embora com a frequência de acometimento maior em pessoas acima de 60 anos, com as mudanças da rotina, o AVC vem sendo observado em adultos com média de idade de 45 anos.

O ator Tom Veiga, conhecido por ser intérprete do Louro José no programa "Mais Você", apresentado por Ana Maria Braga, foi encontrado morto na casa dele na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, no último domingo (1º). Segundo aponta o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML), o ator morreu em função de uma "hemorragia intra craniana por rotura de aneurisma cerebral", isto é, ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. A informação também foi confirmada ao vivo durante o programa "Mais Você".

A neurologista Sthephani Martins explica que o AVC pode ser definido como o surgimento de um déficit neurológico súbito causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central.

O AVC é dividido em dois subtipos: isquêmico e hemorrágico. “O dano aos vasos sanguíneos cerebrais pode se dar tanto por uma isquemia ou hemorragia. No AVC isquêmico há uma interrupção do fluxo sanguíneo pra determinada área, uma obstrução do vaso sanguíneo. Já no AVC hemorrágico ocorre um rompimento do vaso fazendo com que o sangue extravase para onde não deveria ir”, esclarece.  

Ainda segundo a médica, o AVC pode acometer tanto jovens quanto adultos. “Porém, a causa do AVC difere nessas populações. Nos adultos e idosos têm como causa hipertensão, diabetes, tabagismo, entre outros. Na juventude pode ser causado por doenças autoimunes, reumatológicas e de coagulação sanguínea”.

A neurologista frisa que o AVC ocorre de forma súbita. E, dependendo da área do cérebro que ocorre, pode se manifestar de diferentes maneiras: dificuldade de falar, desorientação súbita, crise convulsiva, assimetria na face ou uma dificuldade pra caminhar ou pegar um objeto.

Diante disso, Sthephani Martins orienta que a pessoa procure atendimento médico sempre que houver um déficit neurológico súbito como os citados anteriormente. “A procura por atendimento deve ser imediata”, alerta.

Se o socorro for logo feito, ela considera que está aí a chave do tratamento. “Se o paciente procurar atendimento médico em até quatro horas e meia do início dos sintomas, poderá ser realizado um tratamento com medicação chamado trombólise endovenosa,  que pode reverter os sintomas de forma completa ou parcialmente”, afirma a neurologista, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Comportamento da Universidade Federal do Pará.

Por outro lado, a falta de socorro pode levar a pessoa à morte. “O AVC pode levar à morte também quando ocorre em área muito extensa ou comprometer grande parte do cérebro. A morte pode ocorrer também pela gravidade do AVC ou por problemas secundários que o AVC pode trazer”, frisa Sthephani Martins, que atua como neurologista na Marinha do Brasil e em hospitais privados, em Belém, capital paraense.

Já as sequelas dependem da área do cérebro acometida e podem envolver a fala e a compreensão da linguagem, a pessoa pode ficar cega, com déficit motor e ter consciência comprometida.

Hoje, 90% dos casos de AVC estão ligados aos hábitos cotidianos que poderiam ser modificados, de acordo com a Academia Brasileira de Neurologia. Entre eles: evitar o consumo de álcool e o sedentarismo, parar de fumar, praticar atividade física, manter dieta saudável, realizar o check up de rotina e controlar a pressão arterial e o diabetes.

A Redação Integrada ainda aguarda informações das Secretarias Estadual (Sespa) e Municipal (Sesma) de Saúde sobre os casos da doença no Pará e em Belém, além de os serviços oferecidos à população em casos de AVC. 

Pará
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