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Comerciantes de peixe em Santarém amargam queda de 90% nas vendas

Antes eram vendidas, em média, 55 toneladas de pescado por mês no município

Andria Almeida / O Liberal

Desde a divulgação do primeiro caso suspeito da síndrome de Haff em Santarém, o setor pesqueiro do município vem enfrentando incontáveis prejuízos. Isso porque muita gente tem evitado comprar peixe, mesmo das espécies que não estão ligadas à doença. De acordo com o diretor de patrimônio da Z-20, João Mário, por mês eram comercializadas, em média, 55 toneladas de pescado. Mas, devido à crise causada pela síndrome, esse número caiu cerca de 90%.

venda de peixe em Santarém

De acordo com João Mário, o momento é de grande preocupação para o setor. “Temos relatos de pescadores que estão sendo obrigados a jogar o peixe não comprado pelos feirantes no lixo porque até quando vão doar as pessoas não querem. Esperamos que a situação melhore logo, pois está muito difícil", lamentou.

João afirma que a população ficou com medo de consumir peixe. Ele explica que a demora na divulgação dos resultados das análises que estão sendo feitas pela Vigilância Sanitária gera ainda mais insegurança na população quanto ao consumo do peixe.

O pescador Jucivaldo Ferreira, que trabalha há pouco mais de um ano na feira conhecida como Porto dos Milagres, relata que a procura pelo pescado está aumentando, mas ainda de forma muito lenta. "Graças a Deus as vendas deram uma leve melhorada. Aos poucos as pessoas estão voltando', contou. Ainda assim, diz ele, o prejuízo é grande. Jucivaldo conta que comercializava mil quilos de peixe por semana, e atualmente tem vendido apenas 100 kg.

Santarém já soma 6 casos suspeitos da doença. Diante desses números a Vigilância Sanitária do município tem feito um trabalho de prevenção e de orientação dos comerciantes em relação ao acondicionamento do peixe, além de fiscalizações frequentes, que foram intensificadas após o decreto municipal que proíbiu a comercialização de pescado vindo do estado do Amazonas.

“Assim como os outros, esse sexto caso não passa de uma suspeita. Nós ainda não temos nenhum caso confirmado, mas seguimos com as ações de prevenção e continuamos aguardando os resultados dos exames específicos chegarem” disse Helen Silvestre, coordenadora da Divisão de Vigilância Sanitária.

Pará
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