Castanhal realiza a 24ª romaria de Nossa Senhora de Nazaré

O calendário das procissões começou na sexta (14), as 16h, com a Romaria dos idosos com cerca de seis quilômetros de percurso que começa na igreja de Nossa Senhora de Nazaré, na vila do Apeú até a Catedral Mãe de Deus. No sábado aconteceu a carreata que percorreu todas as 35 paróquias do município.

Patrícia Baía

O clima de Círio ainda não terminou e neste domingo (16) Castanhal realiza a grande homenagem a Maria, mãe de Jesus, é a 24ª Romaria de Nossa Senhora de Nazaré, que reúne a comunidade católica da região nordeste do estado.

O calendário das procissões começou na sexta (14), as 16h, com a Romaria dos idosos com cerca de seis quilômetros de percurso que começa na igreja de Nossa Senhora de Nazaré, na vila do Apeú até a Catedral Mãe de Deus. No sábado aconteceu a carreata que percorreu todas as 35 paróquias do município.

O tema escolhido pela arquidiocese de Castanhal para esse ano é “Senhora de Nazaré ensina-nos a viver nosso batismo na plena participação”, como explica Dom Carlos Verzeletti, bispo da Diocese de Castanhal. “Maria nos ensina a participar o tempo todo. Ela participou intensamente do mistério de Jesus e devemos fazer o mesmo na igreja e na sociedade. Um exemplo são os pais que não participam da vida dos filhos e maridos que não participam da vida esposa. Não devemos nos omitir a nada e essa é uma reflexão que estamos fazendo nas bases com as pessoas e nos trabalhos de evangelização”, explicou.

Crianças estiveram presentes na romaria, muitas vestidas de anjos (Patrícia Baía)

A 24ª Romaria de Nossa Senhora de Nazaré marca a volta da procissão as ruas de Castanhal, após dois anos sem ser realizada por causa da pandemia da Covid 19. São cerca de 8,5 km de caminhada, orações e louvores a Maria.

E a expectativa é grande para a jovem Sarha Rodrigues, de 18 anos, moradora do município de São Francisco do Pará, que vai participar pela primeira vez da procissão. “Eu fui quando criança ao Círio em Belém, mas sempre tive muita vontade de participar da Romaria de Castanhal e agora chegou esse momento. Eu e minha mãe estamos com muita ansiedade e com a emoção a flor da pele. Quero encontrar Nossa Senhora e agradecer por tudo”, disse a estudante.

A estudante de nutrição, Cláudia Filizzola, é de Belém e mora em Castanhal desde 2008 e no ano seguinte participou da pela primeira vez da Romaria. “Aqui em Castanhal eu sempre me dediquei a servir a Nossa Senhora. Desde a primeira vez. Eu comecei com a distribuição de água na frente da empresa que eu trabalhava. E eu lembro bem quando vi a santa vindo no trenzinho Maria Fumaça com o Dom Carlos e fiquei muito emocionada e achei aquilo lindo. Já participei na coleta e sempre servindo por amor a Nossa Senhora e a Deus. Esse é meu chamado”, contou.

A história da devoção

Círio de Castanhal (Patrícia Baía)

Tudo começou em 15 de março de 1996, na vila do Apeú, quando uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré teria chorado lagrimas de sangue. Como explica o professor Nazareno Abraçado, que é o idealizador da Romaria de Nossa Senhora de Nazaré. “O fato aconteceu na casa do seu Edvaldo, que hoje ao lado foi construída a igreja de Nossa Senhora de Nazaré. A imagem chorou sangue e temos todos os laudos do Renato Chaves de que isso foi verídico. Nesse mesmo dia teve um milagre. A mãe desse rapaz não estava andando devido um problema de saúde e ela pediu ao filho para ir no quarto ver se a vela da santa estava acesa e quando ele chegou lá viu a imagem chorando e chamou a mãe pra ver. A senhora levantou da cama andou e foi até a casa do padre que era perto de lá, para que ele fosse ver as lagrimas de sangue da Nossa Senhora de Nazaré”, contou.

O professor Nazareno foi até a casa e depois tomou a iniciativa de procurar ajuda para iniciar a construção da igreja ao lado da casa onde a imagem chorou. “Alguns políticos da época ajudaram na construção e partir daí as visitas começaram a ser grande’, explicou Nazareno Abraçado.

Até então a maior devoção da comunidade católica de Castanhal era a São José, que é o padroeiro da cidade. Mas o professor Nazareno convenceu o padre Sebastião, que era o pároco da igreja Matriz de São José a começar uma procissão em homenagem a Nossa Senhora. “Ele disse que não poderia ser um círio, mas sim uma romaria. Talvez por não achar que tomaria uma proporção tão grandiosa. E eu disse que seria a maior desta do Pará depois do Círio de Belém”, contou.

A primeira Romaria aconteceu em 1998, no terceiro domingo de outubro. Com cerca de 200 pessoas que foram se juntando ao logo dos 8 quilômetros de caminhada e com uma imagem de Nossa Senhora emprestada de um casal de amigos do professor Nazareno. “Marcamos para sair as 7h da manhã, na avenida Barão do Rio Branco, do outro lado da Matriz e as 7h30 com 30 pessoas saímos e chegamos no Apeú, na igrejinha de Nossa Senhora de Nazaré com cerca de 200 pessoas e foi assim que começou a Romaria em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré”, contou Nazareno Abraçado.

Pará
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