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Câncer de mama é o mais comum no mundo todo, diz Organização Mundial da Saúde

Em estágio inicial, as chances de cura são superiores a 95%, afirma oncologista

Dilson Pimentel

O câncer de mama superou o de pulmão e já é o mais comum no mundo todo, segundo a Agência Internacional para a Investigação do Câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS). São mais de 2,2 milhões casos de câncer de mama diagnosticados anualmente - 11,7% de todos os casos de câncer. Segundo a OMS, o câncer de pulmão responde por 11,4% de todos os casos. Passou a ser o segundo mais incidente no mundo.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, no mundo todo, depois do câncer de pele não melanoma. São 2,2 milhões de casos novos por ano, de acordo com a OMS. Dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer) mostram que, em 2021, 66.280 mulheres devem desenvolver câncer de mama no Brasil. A região Norte deve registrar 1.970 casos novos até o final do ano, sendo 780 novos casos no Pará e 320 em Belém. A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informou que, em 2018, foram registrados 593 casos de câncer de mama no Estado. Em 2019, foram registrados 677 casos da doença. E em 2020, números mais recentes do Estado, foram contabilizados 646 casos.

E o Outubro Rosa é o mês dedicado à conscientização e à prevenção do câncer de mama.  O tema escolhido pelo Inca este ano é “Eu cuido da minha saúde todos os dias. E você?”. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) também reforça as ações preventivas, com o movimento “Quanto antes, melhor”. A ideia é chamar a atenção das mulheres para a adoção de um estilo de vida saudável, com a prática de atividades físicas e boa alimentação para evitar várias doenças. Entre elas, o câncer de mama.

O Outubro Rosa reforça três pilares estratégicos no controle da doença: prevenção primária (como reduzir o risco de ter câncer de mama), diagnóstico precoce (divulgar sinais e sintomas da doença e incentivar a mulher a observar o próprio corpo) e mamografia (informar que para mulheres a partir de 40 anos é recomendada a realização de uma mamografia de rastreamento anual).

O fato de o câncer de mama ter ultrapassado o de pulmão tem relação com o envelhecimento da população

A oncologista Paula Sampaio, do Centro de Tratamento Oncológico, disse que o resultado desse levantamento feito pela Agência Internacional para a Investigação do Câncer, da OMS, não surpreende. “Não é de hoje que fatores comportamentais estão mudando as estatísticas do câncer. Nós acreditamos que o fato de o câncer de mama ter ultrapassado o de pulmão tem relação com o envelhecimento da população, com a maternidade cada vez mais tardia e com outras situações como obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e dietas inadequadas”, disse.

Segunda ela, todos esses fatores têm relação muito forte com o câncer de mama. “Comparando as mulheres paraenses com as mulheres de outras regiões do Brasil e com mulheres que moram em países desenvolvidos, sim, estamos mais vulneráveis. No nosso Estado, as condições para que as mulheres tenham um estilo de vida saudável e façam a chamada prevenção secundária, que consiste basicamente em fazer a mamografia e a consulta com o especialista, anualmente, não são das melhores”, afirmou.

A doutora também falou sobre os cuidados que  as mulheres devem ter para evitar esse câncer: “Não fumar, se alimentar bem, praticar atividade física regularmente, diminuir o consumo de bebida alcóolica são medidas muito importantes para prevenir câncer de mama, outros tipos de câncer e muitas outras doenças. A gente não cansa de repetir isso porque é muito importante”. A oncologista Paula Sampaio explicou que, a partir dos 40 anos, a mulher deve fazer a mamografia bilateral, todo ano, e a consulta com o mastologista. Essa é a regra geral. “Se houver histórico familiar, por exemplo, as recomendações médicas serão outras. O autoexame, uma vez por mês, também é importante”, disse. 

O câncer de mama tem curas e as chances de cura estão diretamente relacionadas ao momento em que é feito o diagnóstico. “Por isso o diagnóstico precoce é tão importante. Quando descobrimos o câncer de mama em estágio inicial as chances de cura são superiores a 95%”, afirmou. Estamos às vésperas do Círio de Nazaré. E até que ponto a religiosidade também ajuda no tratamento?, quis saber o repórter. “Estudos comprovam que a crença na recuperação fortalece psicologicamente o paciente. A fé pode ajudar a melhorar a imunidade e a resposta ao tratamento”, afirmou doutora Paula Sampaio.

Curada, professora borda mantos de Nossa Senhora de Nazaré

A professora Heliana Peniche recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 18 de agosto de 2018. Em setembro, começou a fazer seis químio para reduzir o tumor. Em fevereiro de 2019, operou para retirar a mama esquerda. O tratamento continuou com radioterapia e mais 11 sessões de quimioterapia, num total de 17, que terminaram em novembro de 2019 - quando ela pôde tocar o sino da vitória, que marca o final do tratamento. Foi durante o tratamento que ela fez a promessa para se curar e não ficar com sequela - tinha receio de ter linfodema após a cirurgia e não conseguir mais movimentar bem o braço. É que o linfodema provoca dores e inchaço. Mas ela disse que, graças à Nossa Senhora de Nazaré, não teve problemas e pôde continuar bordando os mantos para as imagens da Santa. Ela borda e doa para pessoas que precisam de conforto e apoio.

Heliana Peniche, que continua com uma alegria que contagia a todos, é sempre tida como referência de fé e perseverança. Ela disse que as pessoas ficaram com receio de aceitar a doação, de pegar os objetos que ela entregava durante a romaria (tercinhos e as imagens com os mantos) Este ano, só conseguiu fazer cinco mantinhos para doação (normalmente é uma quantidade bem maior) e o manto especial para a clínica - o Centro de Tratamento Oncológico Castanhal. Ela garantiu que, enquanto puder, e com a graça de Nossa Senhora de Nazaré, vai continuar bordando mantos todos os anos.

Pará
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