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Campanha nacional coleta DNA de pessoas vivas sem identificação para que sejam localizadas por familiares

Dos mais de 6 mil materiais biológicos do banco nacional de perfis genéticos, 1,61% é de pessoas do Pará.

Camila Guimarães

Pessoas não identificadas, internadas em hospitais ou abrigadas em clínicas, terão a oportunidade de serem localizadas por familiares a partir da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Pessoas Vivas Sem Identificação. Na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), com 6.087 materiais biológicos de familiares de pessoas desaparecidas, 1,61% do total são do Pará. No estado, as coletas serão feitas em unidades do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), no âmbito da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e em parceria com as secretarias estaduais de segurança pública do país, vai até agosto de 2022.

 

Instituições de saúde ou acolhimento deverão solicitar a coleta do DNA

Em ambientes de internação ou de acolhimento, equipes administrativas de hospitais e de instituições do Sistema Único de Assistência Social (Suas), como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua, por exemplo, deverão entrar em contato com as perícias de sua cidade em pontos de coleta, que podem ser consultados no site da campanha.

A coleta é feita de forma voluntária, por meio de assinatura de um termo de consentimento, por profissionais dos órgãos de perícia oficial dos Estados e Distrito Federal. Já o procedimento de coleta de DNA de crianças e adolescentes requer autorização judicial. Neste caso, o Ministério Público local poderá informar como proceder.  

Via de regra, é necessário que a instituição entre em contato com a equipe responsável pela campanha em cada unidade federativa para o agendamento das coletas. Ou, caso seja possível, é realizado o encaminhamento das pessoas aos pontos de coleta das unidades da federação, que também estão disponíveis no site da campanha.

No Pará, os pontos de coleta são no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, nas Unidade Regional de Belém, Castanhal, Altamira, Santarém e Marabá.

 

DNA também fará parte do banco de dados de pessoas desaparecidas

A Campanha Nacional de Coleta de DNA de Pessoas Sem Identificação é um desdobramento da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, lançada em junho de 2021. Na primeira fase da ação, mais de 2.500 pessoas doaram materiais genéticos que foram inseridos nos bancos da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).

Nesta segunda etapa, o DNA coletado em hospitais e instituições também serão incluídos nos bancos genéticos que fazem parte da RIPBG, para que seja feita a comparação com o material genético das famílias de pessoas desaparecidas. A amostra biológica para busca de pessoas desaparecidas recebe tratamento separado de outros materiais.

 

Pará
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