Avanços levam infraestrutura e serviços ao Quilombo do Abacatal, após a avenida Liberdade

Implementação do Centro de Referência de Assistência Social e asfaltamento de ramal são algumas das iniciativas que atendem demandas históricas dos moradores

O Liberal
fonte

A comunidade quilombola do Abacatal, em Ananindeua, já começa a vivenciar avanços concretos nas obras e ações estruturantes vinculadas ao licenciamento da avenida Liberdade. Entre os destaques estão a construção de um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o asfaltamento da estrada de acesso, iniciativas que atendem a demandas históricas dos moradores.

As intervenções integram as condicionantes sociais e ambientais do licenciamento e buscam garantir que os impactos de grandes obras de mobilidade urbana sejam acompanhados de melhorias efetivas na qualidade de vida das populações diretamente afetadas. Além do CRAS e da pavimentação, estão previstas a implantação de poço e reservatório de água, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com sistema próprio de abastecimento, nova sede comunitária e um centro de cultura e lazer com praça, quadra poliesportiva, ciclovia e academia ao ar livre, além de nova portaria e pórtico.

O diretor de Licenciamento Ambiental da Semas, Marcelo Moreno Alves, destacou a importância do acompanhamento dessas medidas. “O licenciamento ambiental vai além da autorização de obras. Ele estabelece compromissos concretos com os territórios impactados. Cabe à Semas acompanhar e garantir que essas medidas se transformem em entregas reais, promovendo dignidade, inclusão e desenvolvimento com responsabilidade socioambiental”, afirmou.

Com 143 famílias e cerca de 600 moradores, o Quilombo do Abacatal ocupa uma área de 616 hectares e é um dos territórios mais emblemáticos da Região Metropolitana de Belém. A comunidade completa 316 anos no dia 13 de maio e tem sua origem ligada ao Igarapé Caminho das Pedras, dentro do próprio território.

O secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, ressaltou o papel das condicionantes em territórios tradicionais. “Essas medidas são essenciais para prevenir, mitigar e compensar impactos, especialmente em comunidades quilombolas, onde também é preciso proteger modos de vida, cultura e o próprio território”, explicou.

Na área da educação, a comunidade conta com uma escola que atende 112 crianças, o que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura básica. A melhoria da estrada terá impacto direto no deslocamento dos moradores e no escoamento da produção local, baseada principalmente na agricultura familiar.

Liderança comunitária, Edivalda destacou os benefícios da pavimentação para a economia local. “A estrada facilita o acesso à cidade e o escoamento da produção. Cerca de 80% das famílias vivem da agricultura familiar, com produtos como farinha, tucupi, goma, açaí, cupuaçu, pupunha e bacuri, que são levados às feiras de Ananindeua pelos próprios produtores”, afirmou.

A atuação da Semas no território também integra uma agenda mais ampla de reconhecimento e segurança socioambiental. Em 2021, a comunidade recebeu o Cadastro Ambiental Rural (CAR) coletivo, instrumento que contribui para a regularização e gestão do território. O documento reconhece 357,1 hectares como reserva legal de vegetação nativa, 9,6 hectares de Área de Preservação Permanente (APP) e 202,7 hectares de área consolidada, onde estão concentradas moradias, benfeitorias e atividades produtivas tradicionais.

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Pará
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

RELACIONADAS EM PARÁ

MAIS LIDAS EM PARÁ