Após punições ao curso de Medicina, UFPA informa que já tomou medidas para melhorar a gradução
MEC suspendeu qualquer aumento de vagas e determinou a redução de ingresso em 50% no curso de Medicina
Após o anúncio de punições ao curso de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA), pelo Ministério da Educação (MEC), na última terça-feira (17), a instituição divulgou nota informando que já está tomando várias medidas para melhorar a qualidade da graduação.
O curso de Medicina da UFPA tirou nota considerada insuficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. Com isso, o MEC determinou na portaria nº 76/2026: a suspensão ou impedimento da protocolização de processos regulatórios de aditamento de aumento de vagas, redução de ingresso em 50% (cinquenta por cento) das vagas autorizadas do curso e abertura de processo de supervisão do curso.
A UFPA disse que acompanha de forma contínua os desdobramentos relacionados ao Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, cujos resultados preliminares foram divulgados no início deste ano.
"Desde então, a instituição vem implementando um conjunto estruturado de ações voltadas ao fortalecimento do curso de Medicina do campus de Altamira, com foco na qualificação da formação acadêmica e no aprimoramento dos indicadores avaliativos", alega.
Nesse período, foi instituído um comitê de acompanhamento específico, coordenado pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG), responsável por conduzir visitas técnicas, reuniões com docentes, técnicos e coordenação do curso, além da definição de estratégias pedagógicas e acadêmicas.
O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, esteve recentemente em Altamira, cumprindo agenda institucional com lideranças acadêmicas locais, incluindo o coordenador do campus, professor Djair Alves Moreira, a diretora da Faculdade de Medicina, professora Diana Albuquerque Sato, além de docentes, técnicos e representantes estudantis. "A agenda teve como objetivo consolidar e aprofundar as ações já em curso, reforçando o compromisso institucional com a melhoria contínua do curso", informam.
Entre as principais ações já implementadas e em andamento, a UFPA destacou: a Constituição de Grupo de Trabalho envolvendo PROEG, Diretoria de Avaliação Institucional e equipes técnicas; a atualização do Projeto Pedagógico do Curso (PPC); implementação de novos programas de formação acadêmica; fortalecimento do quadro docente e técnico-administrativo; avanços na infraestrutura, com novo prédio da Medicina com processo já licitado para o campus de Altamira; e intercâmbio com instituições de referência nacional;
"A UFPA informa que, neste momento, parte do grupo de trabalho realiza visita institucional a uma universidade brasileira de referência na formação médica, com atuação destacada em contextos populacionais semelhantes, com o objetivo de fortalecer o intercâmbio de boas práticas, qualificar estratégias pedagógicas e contribuir para o aperfeiçoamento das ações já em desenvolvimento na UFPA", argumentam.
A UFPA ressaltou ainda a importância estratégica do curso de Medicina em Altamira para a região do Xingu, destacando seu papel na interiorização do ensino superior e no fortalecimento da rede de saúde regional.
"A universidade esclarece que aguarda a notificação oficial do Ministério da Educação (MEC) sobre as medidas recentemente publicadas e reitera sua disposição para colaborar com todos os processos de supervisão e aprimoramento institucional".
Por fim, a UFPA reafirmou o "compromisso com a qualidade da formação médica e seguirá atuando com planejamento, presença institucional e diálogo com a comunidade acadêmica, transformando os desafios identificados em avanços concretos para o ensino médico na região".
As medidas cautelares contra o curso de Medicina previstas na portaria do MEC nº 76/2026 poderão ser revogadas, prorrogadas ou mesmo agravadas.
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